A Fitch Ratings Brasil, agência de classificação de risco, divulgou nesta segunda-feira, um relatório sobre a qualidade do crédito para projetos de infraestrutura na América Latina e destacou um cenário negativo para o transporte brasileiro.
Segundo a diretora da empresa, Glaucia Cap, a perspectiva para o setor na América do Sul permanece estável, menos para os projetos no Brasil. “Os riscos continuam inclinados para o lado negativo. O ritmo da recuperação no Brasil e os efeitos das possíveis políticas do presidente dos EUA, Donald Trump, na economia mexicana são as principais questões a se observar”, explica.
Apesar da tendência geral do mercado apresentar um ligeiro crescimento do volume de crédito na primeira metade de 2017, o volume para transportes no Brasil continua em tendência negativa. De acordo com a agência, os parques eólicos no Brasil viram maiores níveis de geração de energia em 2017, próximos aos níveis contratados.
A energia hidrelétrica do Brasil ainda é uma preocupação no curto a médio prazo, uma vez que os níveis dos reservatórios ainda devem levar alguns anos para a recuperação plena. Por sua vez, os parques eólicos do México e a maioria dos projetos de termoelétricas continuarão a apresentar performance constante.
Fonte: Estadão
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