Greve de fiscais pode parar indústria da carne e afetar distribuição

Por Freelers

- agosto 9, 2012

A greve dos fiscais, que concedem autorizações para abate e transporte da carne, começou na segunda

Empresas brasileiras produtoras e exportadoras de carnes podem parar as linhas de produção em dois ou três dias, ameaçando o abastecimento, devido aos entraves provocados pela greve dos fiscais agropecuários, disseram representantes do setor nesta quarta-feira (8).

A greve dos fiscais, que concedem autorizações para abate e transporte da carne, começou na segunda-feira.

As indústrias dizem que, com a paralisação, não conseguem realizar os abates e o escoamento da produção até os portos de exportação, por exemplo. Além disso, há risco de faltar o produto nos supermercados.

“Algumas empresas já estão advertindo que se não houver interrupção imediata [do movimento grevista], podem parar linhas de produção”, disse Francisco Turra, presidente da Ubabef (União Brasileira de Avicultura).

Há ainda a possibilidade de haver cancelamento de abates, o que provocaria acúmulo de animais nas granjas.

O Ministério da Agricultura informou em nota que recorreu à Advocacia-Geral da União para tentar limitar a greve dos fiscais federais agropecuários e assegurar o trabalho de pelo menos70% dos servidores.

“O que nos preocupa muito é a possibilidade de nós vivermos o caos. Estamos falando de desabastecimento no mercado interno e impacto nas exportações brasileiras”, disse o executivo de uma grande empresa do setor de aves e suínos, que pediu para não ser identificado.

“Quando o fiscal começa a não funcionar, ele começa a entupir a cadeia toda. Se eu não consigo tirar o produto da fábrica, não consigo tirar o animal do campo. Tenho que parar abates. Complica toda a cadeia”, acrescentou o executivo.

“Felizmente não parou ainda. A gente está confiando que não vai parar. O diálogo com os dois lados, é permanente”, disse Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs (Associação das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Carne Suína).

O ministério anunciou hoje também que está temporariamente autorizando Estados e municípios a realizarem ações de defesa e fiscalização agropecuária, baseado num decreto presidencial assinado em julho, em meio a outras greves de fiscais.

A transferência das ações, do ministério para os órgãos estaduais e municipais, vai ocorrer por meio de convênios, cujo prazo para assinaturas não foi informado pelo governo.

Folha.com

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