A MRS Logística divulgou os resultados consolidados do primeiro trimestre de 2026, com avanço nos investimentos em infraestrutura ferroviária, crescimento no volume transportado e manutenção da eficiência operacional. Entre janeiro e março, a companhia investiu R$ 753,6 milhões, alta de 19,6% em relação ao mesmo período de 2025, direcionando os recursos para modernização da malha ferroviária, manutenção operacional e ampliação da capacidade logística.
No período, a empresa movimentou 46,3 milhões de toneladas de cargas, volume 2,5% superior ao registrado no primeiro trimestre do ano anterior. O desempenho reflete a expansão das operações ferroviárias da companhia em meio ao aumento da demanda por transporte de cargas no Brasil.
A receita líquida de serviços somou R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre, praticamente estável em comparação ao 1T25, com leve variação negativa de 0,1%. Já o EBITDA alcançou R$ 858 milhões, avanço de 0,5% na comparação anual, mantendo margem EBITDA de 51,2%.
Segundo a companhia, o resultado foi sustentado pela redução de 5,3% nos custos e despesas operacionais, impulsionada principalmente pela otimização de gastos variáveis, incluindo o consumo de diesel. A estratégia de controle de custos contribuiu para preservar a rentabilidade mesmo em um cenário econômico mais desafiador.
A MRS encerrou março com posição de caixa de R$ 4,9 bilhões e dívida líquida de R$ 6,2 bilhões. O índice de alavancagem permaneceu em 1,6 vez dívida líquida sobre EBITDA, abaixo dos limites contratuais estabelecidos pela empresa.
Durante o trimestre, a operadora também concluiu sua 14ª emissão de debêntures, captando R$ 1,2 bilhão. A operação teve como objetivo reforçar a liquidez e alongar o perfil da dívida, ampliando a capacidade de financiamento para projetos de longo prazo ligados à expansão logística e ferroviária.
Na agenda ESG, a companhia informou, em seu Relatório de Sustentabilidade 2025, que atingiu o menor índice histórico de emissões específicas, registrando 8,70 gCO₂e por tonelada por quilômetro útil (TKU), redução de 2,5% em relação ao ano anterior. O desempenho ocorreu mesmo com o aumento do volume transportado e foi atribuído à eficiência energética e à modernização da frota ferroviária.
A empresa também destacou ações de apoio social, com mobilização de mais de R$ 1,1 milhão destinados às comunidades afetadas por eventos climáticos na Zona da Mata Mineira.