Governo Federal não vê problemas com modelo de concessões
Governo Federal não vê problemas com modelo de concessões
Começou mal o programa de concessões em infraestrutura, a grande aposta do governo para deslanchar o crescimento da economia. Nenhuma empresa se interessou pela concessão do trecho da BR-262 que passa pelo Espírito Santo e por Minas Gerais, que era avaliada como uma das mais atraentes de todo o conjunto que será leiloado.
Por outro lado, a BR-050, entre Minas Gerais e Goiás, recebeu oito propostas, confirmando as expectativas do governo de uma competição acirrada. O resultado da disputa será conhecido na quarta-feira.
Assim, o sinal positivo que o governo pretendia dar aos agentes econômicos com uma estreia forte dos leilões ficou comprometido. Todo o esforço das últimas semanas foi para garantir um número grande de participantes, o que só se concretizou pela metade.
O governo diz que não há problemas com o modelo de concessões, já que a concorrência pela BR-050 foi acirrada.
“Temos um motivo de alegria e outro a lamentar”, comentou o ministro dos Transportes, César Borges. Ele não escondeu a surpresa com o resultado. “Todos os comentários eram de que os dois trechos seriam atrativos.” Segundo o ministro, não foram apresentadas queixas ou críticas em relação à 262.
Ele afirmou que o cronograma de leilões continuará normalmente. “Vamos avaliando os lotes um a um. A falta de concorrentes em uma só rodovia não irá alterar o nosso cronograma”, garantiu, lembrando que, a princípio, o leilão do trecho baiano da BR-101 está mantido para o dia 23 de outubro.
Especulações. O resultado inesperado provocou uma série de especulações. Uma dessas explicações seria o fato de que a BR-262 não era um negócio tão bom. Mesmo sendo um trecho curto (375 km), com praticamente metade (180 km) sendo duplicada com recursos públicos, foi apontada como cara. “A BR-262 não tem viabilidade econômica”, disse o gerente de Novos Negócios da Fidens Engenharia, Nilton Chaves.
O ESTADO DE S.PAULO








