Para especialistas este é o pior problema dos transportes de carga
Para especialistas este é o pior problema dos transportes de carga
O Brasil enfrenta graves problemas de infraestrutura que impedem o progresso de setores importantes da economia – entre eles, o transporte -, cujas soluções, a médio e longo prazos, precisam ser discutidas com urgência. Este foi um consenso entre os especialistas presentes ao XIV Congresso Nacional Intermodal dos Transportadores de Cargas, realizado na sede da Confederação Nacional do Transporte (CNT).
O presidente da Associação Brasileira de Logística e Transporte de Carga, Newton Gibson, afirmou que o evento é importante para direcionar o olhar dos transportadores aos problemas estruturais brasileiros. “Estes gargalos aumentam os custos dos produtos e diminuem a nossa competitividade. Os desafios e decisões que o Brasil precisa não estão no futuro, eles começam agora”, avaliou.
O Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, concordou que os gargalos em infraestrutura são os principais “nós” que travam o desenvolvimento da economia brasileira. “Seja em portos, rodovias, aeroportos, este tema merece reflexão dos empresários e da sociedade”, afirmou, elogiando a iniciativa da ABTC em promover o Congresso.
A coordenadora de Economia da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Priscila Santiago, destacou que o transporte é um agente indutor da integração nacional. No entanto, salientou que a área registra um histórico de baixos investimentos em infraestrutura. Como os gargalos dificultam a integração entre os modais, por exemplo, ela pontuou que a maior parte do transporte de cargas, em longas distâncias, é feito pelo modal rodoviário, o que nem sempre é o mais eficiente.
De acordo com Priscila, os problemas de infraestrutura aumentam em 23% o curso do transporte no país, que gasta com mais combustível, pneus e emite mais gases poluentes, além de perder competitividade na produção e enfrentar um maior risco de acidentes.
A economista da CNT também comentou as deficiências nas áreas de ferrovias – faixas de domínio que reduzem a velocidade dos trens, passagens em nível e falta de uniformidade entre as bitolas – e portos – acessos precários, problemas de dragagem nos terminais, burocracia excessiva e alta tributação. No caso dos aeroportos, faltam investimentos e a infraestrutura precária gera custos adicionais e perda na qualidade dos serviços.
Priscila criticou o atraso de quatro anos, em média, na conclusão das obras do PAC. “Os projeto executivos são deficientes, falta articulação com o setor produtivo para definir intervenções prioritárias”, explicou. No caso do Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado em agosto do ano passado, ela acrescentou que a maioria dos trabalhos ainda não saiu do papel, em razão de editais que foram anulados ou cancelados para reformulação.
FONTE: CNT








