O secretário de Mobilidade Urbana de Porto Alegre, Vanderlei Cappellari e a gerente de Planajemento Viário da EPTC, arquiteta Carla Meinecke, estiveram no SETCERGS em 12 de agosto para apresentar o que a Prefeitura da capital está projetando para o trânsito da cidade e em particular o planejamento para o setor de cargas.
Cappellari inicialmente destacou o sucesso do plano de uso do Histórico para o transporte de cargas. “Não tivemos nenhuma autuação desde sua implantação”, informou o secretário. Ele enfatizou que a gestão pública tem como prioridade o transporte de pessoas e de cargas, em detrimento dos automóveis particulares. Informou que a cidade está desenvolvendo o seu Plano de Mobilidade de Cargas, cujas prioridades serão definidas até outubro próximo, sendo que o Plano final deve estar concluído até 2015.
A arquiteta Carla Meinecke apresentou as diretrizes da mobilidade urbana, as obras que estão em curso, duplicações de vias e os corredores de transporte (onde vão circular os BRTs), além de uma extensa malha de ciclovias.
A gerente descreveu no que consiste o Plano de Mobilidade de Cargas, cujos objetivos são de melhorar a mobilidade das cargas, estimular o desenvolvimento econômico e reduzir o custo da cadeia produtiva da cidade. “Nossa intenção é disciplinar o uso e os espaços urbanos, estabelecer uma hierarquização de vias para o transporte de cargas; na fase de diagnóstico estamos fazendo a contagem de veículos nas entradas da cidade e avaliando as rotas mais utilizadas” esclareceu a arquiteta, acrescentando que o Plano de Mobilidade de Cargas deverá ser compatibilizado com o Plano Diretor do município.
Complementando a apresentação da gerente de planejamento, Cappellari alertou para a necessidade de se compatibilizar este planejamento com os municípios da região Metropolitana, citando o caso da BR 448 com referência de uma transformação importante que ocorrerá nos fluxos de trânsito que chegam à capital.
O coordenador da Comissão de Infraestrutura do SETCERGS, Frank Woodhead, sugeriu que a administração municipal se inspire nas boas práticas existentes mundo afora. Já o ex-ministro dos Transportes, Cloraldino Severo, assinalou que a mobilidade urbana não é um problema municipal, mas sim nacional, dependendo de políticas públicas abrangentes. Para o caso de Porto Alegre o ex-ministro entende que uma rede de BRTs muito maior do que a hoje planejada é a solução para se diminuir o volume de carros nas ruas.
Os representantes da municipalidade se colocaram à disposição dos transportadores para ouvir sugestões para o Plano de Mobilidade de Cargas. O presidente Sérgio Neto destacou a forma sempre participativa com que a Secretaria de Mobilidade Urbana vem tratando de seu planejamento, em particular no caso do transporte de cargas.
Por Paulo Ziegler – SETCERGS








