Com aumento do diesel, transportadoras reajustam frete

Por Freelers

- março 18, 2013

A CNT estima que reajuste será de 1,5%

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A CNT estima que reajuste será de 1,5%

O segundo aumento do valor do diesel neste ano, praticado pela Petrobras para as refinarias no início do mês, que foi de 5%, vai elevar os preços do frete das transportadoras rodoviárias e levar produtores e distribuidores de alimentos e de outros produtos a repassar esse custo aos consumidores. Isso ocorre porque mais de 60% das cargas no Brasil são transportadas por caminhões.

O impacto da nova alta, embora não seja expressivo, é mais um fator a pressionar as empresas do ramo a fazer reajustes. A CNT (Confederação Nacional dos Transportes) estima que, nos postos, o combustível chega com incremento de 3,8% e isso vai refletir em 1,25% de aumento do frete. Isso porque os gastos com diesel representam parcela importante (cerca de 30% a 35%) dos custos das transportadoras.

Em janeiro, a estatal já havia elevado o produto na refinaria em 5,4%.Segundo avaliação da CNT, esse aumento havia gerado um incremento médio de 4,31% por litro para o consumidor final, o que resultou em impacto de cerca de 1,5% no custo do frete.

Segundo o presidente do Setrans (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Grande ABC), Tiojium Metolina, com a nova majoração, companhias que vinham segurando o repasse não terão mais como fazê-lo, já que as margens de lucro passaram a ficar muito apertadas. “Já estamos repassando”, disse.

Além do impacto das altas do diesel, há outros, como a mudança na legislação, que passou a regulamentar a profissão de motorista. Molina explica que a nova lei, que entrou em vigor em julho do ano passado, exigiu que os profissionais façam paradas para descanso diário de 11 horas e proíbe que eles dirijam por mais de quatro horas ininterruptas sem que façam parada de meia hora. “O que antes levava um dia para transportar, hoje leva um dia e meio ou dois”, afirmou o dirigente.

Com isso, as empresas também têm mais gastos e são obrigadas a contratar mais profissionais para conseguir manter a programação de entregas, no caso de cargas para médias e longas distâncias – que são as impactadas pela mudança.

DISSÍDIO – O dirigente do Setrans assinala que, em maio, haverá nova pressão sobre os custos: esse é o mês de dissídio, quando ocorre as negociações dos trabalhadores da categoria por reajuste salarial.

Diário do Grande ABC

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