Recuperação não muda resultado anual

Por Freelers

- outubro 9, 2012

Queda na produção de caminhões e ônibus superará 20% em 2012, se comparado ao ano passado

Queda na produção de caminhões e ônibus superará 20% em 2012, se comparado ao ano passado

Os incentivos do governo estimulam uma recuperação entre os fabricantes de caminhões e ônibus no fim deste ano, mas não serão suficientes para evitar que 2012 se encerre com retração nas vendas. Os fabricantes reconhecem que nem em 2013 será possível recuperar o patamar de produção alcançado em 2011.

A queda na produção de veículos pesados superará os 20% este ano, segundo levantamento exclusivo feito pela consultoria Tendências. A estimativa de produção para 2012 já considera uma recuperação no último trimestre, puxada pelo corte na taxa de juros para financiamento de veículos, e pelas compras do PAC Equipamentos e do Programa Caminho da Escola.

A Tendências projeta recuo de 24,5% na produção de ônibus em 2012. A queda na fabricação de caminhões foi prevista em 22,6%. “Enxergamos melhora na curva de produção no fim do ano. Se não houver essa melhora, a queda de 22% em caminhões para este ano ainda é otimista”, avaliou Rodrigo Baggi, economista da Tendências.

Em 2013, o setor de ônibus deve avançar 17%, enquanto o de caminhões pode subir 24%. No entanto, esse crescimento na fabricação de caminhões configura uma produção de 210 mil unidades em 2013, abaixo das 217 mil unidades fabricadas em 2011. Em 2012, devem ser produzidos 162 mil caminhões. “E a velocidade de recuperação em 2013 é incerta,” disse Baggi.

Em julho e agosto, a queda na produção de bens de capital para transportes foi de 11,9%, em relação ao mesmo período de 2011. O resultado afeta também a produção de autopeças, que deve ter retração de 5,4% em 2012, mesmo com a recuperação dos automóveis, segundo levantamento da consultoria Tendências.

Entre os fabricantes, a visão é de que 2011 foi um ano atípico, portanto difícil de ser superado. Naquele ano, houve uma antecipação de compras de ônibus e caminhões por conta da troca de motor pelo modelo euro 5, que roda com um diesel menos poluente. Como resultado, as vendas no primeiro semestre despencaram, arrastando o desempenho da indústria no período.

O Estado de S.Paulo

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