O grupo Fiat informou ontem que planeja fundir as operações da Fiat Industrial com a controlada CNH, empresa de equipamentos para construção e agricultura na qual ela já tem participação majoritária. Segundo o grupo, a operação visa impulsionar o acesso combinado das companhias ao mercado de capitais.
A Fiat do Brasil informou que a fusão não deverá provocar nenhum impacto operacional nas empresas do grupo no país. E que os reflexos da mudança se restringirão ao nível dos acionistas.
Até 2010, as empresas do grupo Fiat eram controladas por uma única holding: a Fiat SPA. No fim daquele ano, quando a montadora italiana caminhava para assumir o controle acionário da Chrysler, a holding se dividiu em duas.
A Fiat SPA ficou com os automóveis, autopeças, serviços e finanças. A nova holding, a Fiat Industrial, passou a controlar a CNH, fabricante de tratores, colheitadeiras e máquinas para construção – cujas principais marcas são Case e New Holland. Passou a controlar também a Iveco, fabricantes de caminhões, e a FPT Industrial, de motores a diesel e industriais.
O acordo proposto “é uma extensão natural do processo de simplificação da Fiat no mundo”, disse o presidente do conselho da Fiat Industrial, Sergio Marchionne.
As duas holdings têm ações cotadas na Bolsa de Milão. Mas apenas a Fiat SPA tem acesso ao mercado de capitais nos EUA – por meio da Chrysler, empresa da qual detém uma participação de 58,5%. A Fiat Industrial não tem esse acesso, embora a CNH e a New Holland sejam empresas de origem americana.
Com a fusão com a controlada CNH, a Fiat Industrial passaria a ter esse acesso ao mercado dos EUA.A operação vem sendo preparada há vários meses.
Segundo a Fiat no Brasil, essa operação não trará nenhuma implicação prática para a produção de automóveis aqui nem para a Case e a New Holland.
A empresa italiana disse não ter intenção de fazer uma oferta em dinheiro pela participação de 12% na CNH que ainda não detém. A proposta é que as ações das duas empresas sejam unidas para formar uma nova companhia, com base nos atuais valores de mercado da Fiat e da CNH.
A Fiat ressaltou, no entanto, que poderia ter de gastar até € 250 milhões para comprar ações da Fiat Industrial, pois os acionistas têm direitos legais de sair do negócio.
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