Montadoras e metalúrgicos pedem auxílio ao governo

Por Freelers

- julho 26, 2016

Montadoras e metalúrgicos do ABC decidiram unir-se para pedir ajuda ao governo. Esperam a mão do poder público para encolher jornadas já reduzidas e, assim, segurar trabalhadores especializados até as vendas melhorarem.

A crise se estendeu mais do que o previsto e já não basta trabalhar um dia a menos por semana. A recuperação econômica ajudaria a resolver os problemas de hoje, mas o futuro exige uma indústria afinada com novas tendências de locomoção em centros urbanos que já colocam em xeque a opção do carro como transporte individual.

Recentemente o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, anunciou a intenção de tornar permanente o Programa de Proteção ao Trabalho, uma reivindicação dos fabricantes de veículos. A crise não foi tão passageira como se pensou em novembro de 2015, quando o chamado PPE foi criado para durar só até dezembro de 2017.

PPE e lay off são as ferramentas mais usadas para evitar ou adiar demissões na indústria automotiva hoje. Ambos usam recursos públicos, do Fundo de Amparo ao Trabalhador. No lay off o trabalho é suspenso temporariamente enquanto que no PPE reduz-se a jornada em um dia por semana.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, espera que o governo também aumente a quantidade de dinheiro público na complementação salarial caso seja preciso diminuir ainda mais a jornada. É uma necessidade que ele tem percebido nas conversas com empresários.

Hoje 26 mil empregados da indústria automotiva participam de PPE ou lay off. Equivale a mais de 23% de todo o efetivo do setor. “Evitamos dispensar mão de obra especializada porque apostamos na recuperação”, diz o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale.

Fonte: Valor Econômico

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