O governo federal e os estados têm desafios que vão além da missão de reequilibrar as contas públicas em meio à maior recessão da história do país. Para que o Brasil volte a crescer e aumente sua competitividade, é essencial destravar os nós na área de infraestrutura.
No final de maio, um relatório divulgado pelo Instituto Internacional de Desenvolvimento de Gestão (IMD, na sigla em inglês) em parceria com a Fundação Dom Cabral, mostrou que o Brasil caiu no ranking mundial de competitividade pelo sexto ano seguido e agora ocupa a 57ª posição em uma lista com 61 países. Especialistas elencaram o que deve ser as prioridade do governo para lidar com os entraves logísticos do País e os investimentos em aeroportos, rodovias, portos e ferrovias são essenciais, segundo eles.
As concessões continuam sendo uma das saídas para a realização de investimentos no atual cenário de recessão da economia e baixa arrecadação, que vem encarecendo o crédito e reduzindo a capacidade do governo de financiar obras de grande porte.
Rodovias
O professor Paulo Cezar Ribeiro, do Coppe/UFRJ, avalia que a prioridade deve ser a manutenção da atual malha rodoviária. “Temos que manter o sistema rodoviário como ele está, pelo menos. Não deixar deteriorar. Não podemos deixar chegar ao ponto de elas ficarem num estado ruim”, disse.
Ele avalia que as concessões de rodovias no país têm sido “uma alternativa viável” para a melhoria da infraestrutura. Por isso, disse ser importante que o governo continue a fazer estudos para encontrar novos trechos em que a concessão trará benefício aos usuários (com preço de pedágio razoável) e atraiam interesse de investidores.
As rodovias brasileiras são responsáveis, atualmente, por 61% dos deslocamentos do transporte de cargas e 96% do transporte de passageiros, segundo a CNT. Apesar de ser o modal mais utilizado, elas ainda têm má qualidade, pequena extensão de pistas duplas, além de uma baixa integração com os outros modais de transporte.
A CNT aponta a necessidade de investimentos de R$ 293 bilhões para solucionar esses problemas, considerando obras de duplicação, recuperação, construção e pavimentação de estradas.
Fonte: G1
