Preço do frete limita a expansão das lojas virtuais no Brasil

Por Freelers

- fevereiro 24, 2016

Se a internet facilitou o avanço do varejo nos últimos tempos, a entrega do produto é um fator limitador para a expansão de e-commerce. Sem volume para negociar o frete com as transportadoras privadas, a realidade do empresário não é muito diferente da experimentada pelo usuário comum, que para enviar uma encomenda contrata um motoboy ou segue até a agência dos Correios.

O resultado disso é a eclosão de um gargalo logístico que, segundo análise de especialistas e a percepção dos próprios empreendedores, impõe limites ao crescimento do comércio online e cria lacunas de competitividade ao setor, distanciando cada vez mais as pequenas das grandes lojas.

A explicação para essa questão, que atinge tanto as operações internacionais quanto também as domésticas (inclusive dentro de uma mesma cidade) remonta ao cenário de competitividade nesse setor. Existem cerca de 35 mil transportadoras apenas no Estado de São Paulo, segundo estimativas do sindicato da categoria. No entanto, na prática, o dono de pequenas lojas virtuais conta mesmo com um único fornecedor, os Correios.

“Isso acontece porque os Correios são os únicos que conseguem atender o empresário com volume menor do que 50 entregas por dia”, explica Guilheme Reitz, sócio da Axado, plataforma de gestão de fretes. “E, infelizmente, trabalhar apenas com os Correios, uma empresa pública, tem seus problemas, como greves e um preço que pode ser pouco competitivo com relação ao que as grandes lojas conseguem nas principais transportadoras.”

Dessa forma, o valor do frete de um grande e-commerce, pode ser bem mais barato que o de um empório de pequeno porte que faz suas postagens na agência dos Correios.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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