O IPEM-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), órgão delegado do Inmetro que tem como finalidade proteger o consumidor, fiscalizou entre janeiro e julho deste ano 12 mil veículos para identificar irregularidades no cronotacógrafo, popularmente conhecido como “tacógrafo”.
O tacógrafo é considerado a “caixa preta” de caminhões, ônibus e vans escolares, e registra informações do percurso, tais como velocidade desenvolvida pelo veículo, distância percorrida e o tempo de direção sem paradas.
Durante as fiscalizações do IPEM-SP neste ano, os especialistas do instituto autuaram 17% (2.096) da frota analisada por problemas na verificação e certificação do instrumento. Os veículos escolares, em comparação com as outras categorias, apresentaram no período o maior índice de problemas com 30% das autuações. Em seguida, com 20% das autuações, estão os caminhões de cargas em geral; na terceira posição ficaram os ônibus com 14% e, por último, os veículos de transporte de produtos perigosos, com 3% das autuações por irregularidades.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, os veículos de carga com peso bruto acima de 4.536 kg e os veículos de passageiros com mais de 10 lugares são obrigados a possuir o tacógrafo. O equipamento contém um disco diagrama de papel ou fita que deve ser trocado a cada 24 horas ou a cada sete dias. Nele são registrados os dados da distância percorrida pelo veículo, limites de velocidade e tempo de direção.
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