Brasil diversifica matérias-primas debiocombustíveis

Por Freelers

- novembro 11, 2013

Cana de açúcar e gordura animal são as principais fontes biodiesel

O Brasil trabalha para reduzir a dependência das matérias-primas com que são produzidos biocombustíveis, a fim de ampliar a produção e minimizar riscos de desabastecimento caso a produção de algumas delas não corresponda à demanda. Por lei, cinco por cento do diesel deve ser de combustível renovável e a gasolina deve conter 25% de álcool. O objetivo é reduzir o uso de combustíveis fósseis, derivados do petróleo, implementando energias renováveis e que poluem menos o meio ambiente.

Hoje, segundo dados do Ministério de Minas e Energia (MME), a maior parte dos cerca de 25 bilhões de litros de álcool anualmente produzidos no país vêm da cana de açúcar; quase 75% dos 2,7 bilhões de litros de biodiesel têm origem na soja; 17% é fabricado a partir de gordura bovina; e o restante vem de óleo de algodão e outras fontes, como o óleo de fritura, por exemplo. Desse modo, a disponibilidade do combustível fica condicionada aos preços praticados e às safras agrícolas.

O biodiesel, inserido na matriz energética brasileira há 10 anos, chega a uma produção de 2,7 bilhões de litros por ano. A diversificação tem focado em palmeiras, principalmente a que dá o dendê. Além dela, a macaúba e o pinhão manso são outras culturas que podem ajudar a impulsionar a produção do combustível biodegradável, ainda em estudo pelos cientistas brasileiros. Dessas, o dendê é o que está mais avançado: entre 2010 e 2013, a área de cultivo da palmeira duplicou. No entanto, ainda é insuficiente: as plantações não passam de cem mil hectares. Malásia e Indonésia, por exemplo, mais avançadas na cultura, têm 12 milhões de hectares plantados.

Os avanços que vêm sendo obtidos estão permitindo o uso de biomassa também pela aviação. O setor, que é responsável por 2% das emissões de gás carbônico na atmosfera, quer estabilizar os índices até 2020, e aposta na bioquerosene como parte da estratégia.
Diversos testes já foram feitos por companhias aéreas. No mais recente, em 23 de outubro deste ano, a Gol fez o primeiro voo comercial movido a biocombustível. O querosene teve adição de 25% da substância, feita a partir de bagaço da cana, óleo de milho e gorduras residuais, como óleo de cozinha reciclado. A meta da companhia é realizar 200 voos com biocombustível na Copa do Mundo.

FONTE: CNT

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