Volvo celebra segundo melhor ano da história no Brasil

Por José Augusto Ferraz

- março 18, 2025

Terceira colocada no ranking nacional de fabricantes de caminhões, a Volvo mostrou uma forte evolução em 2024, ao encerrar o ano com exatas 23.185 unidades licenciadas, 18% a mais que o ano anterior, além do aumento da participação de mercado para 18,5%.

“Em 2024 tivemos o segundo melhor ano da história da marca no país, depois de 2022, com mais de 23 mil caminhões semipesados e pesados comercializados. Além disso, mantivemos a liderança tradicional no segmento de pesados e o Volvo FH 540 6×4 foi o caminhão mais vendido do país, entre todas as categorias de peso”, comemora Alcides Cavalcanti (foto), diretor executivo da Volvo Caminhões.

Segundo o executivo, o bom desempenho da montadora foi resultado da plena aceitação da tecnologia Euro 6, que agregou mais valor em termo de redução de consumo. Mas, também, à expansão dos negócios em outros setores além do agro, que demandam caminhões vocacionais.

“A marca teve a maior participação nos segmentos florestal (61% de market share), mineração (44%) e cana-de-açúcar (29%). Por outro lado, o Volvo VMX, versão off road deste modelo, conquistou ainda mais espaço nesses mercados, com mais de 3.000 emplacamentos no ano passado”, afirma o diretor.

Coração forte

Em relação à 2025 as projeções são um pouco diferentes, na visão do especialista, por conta do cenário econômico atual. Alcides lembra que, no início de 2024, existia uma previsão da queda dos juros de financiamento que, de fato, aconteceu nos meses seguintes. “Esse ano, porém, temos a certeza de que as taxas de juros vão subir. Já aumentaram em janeiro e existe uma promessa do Banco Central de subir novamente em março e ao longo do ano, se a inflação persistir nesses níveis mais altos”.

Diante desse quadro, Alcides aposta que o mercado de caminhões deve cair algo em torno de 10% em relação ao ano passado; o que não chega a incomodar.

“Produzir 80/85 mil caminhões/ano é uma excelente marca para qualquer mercado. Ao contrário de vinte anos atrás, quando existia muita instabilidade, isso não ocorre nos tempos atuais. É natural que ocorram variações para cima ou para baixo. O ciclo dos negócios é esse mesmo e, por isso, é preciso ter coração forte para atuar no mercado de caminhões”.

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