Volvo Bus vê transporte coletivo eletrificado como o futuro do segmento

Por Freelers

- setembro 12, 2016

A Volvo colhe em Gotemburgo, na Suécia, os primeiros resultados de um projeto que pretende mudar a maneira como as pessoas se deslocam de ônibus nos centros urbanos. Desde o fim de 2015 a cidade conta com a Linha 55 de ônibus eletrificados que passa pelo centro, liga algumas universidades e leva 100 mil passageiros por mês. São 10 veículos, todos da marca sueca: três totalmente elétricos e sete híbridos diesel-elétricos, que só usam o motor a combustão em velocidades superiores a 30 km/h.

“O foco está em oferecer três grandes vantagens: eficiência energética, redução e ruído e uma solução para que as cidades sejam mais sustentáveis”, contou Hakan Agnevall, presidente mundial da Volvo Bus. Segundo ele, a companhia tem a eletrificação dos chassis como investimento estratégico há pelo menos 10 anos. Para o executivo, este é um dos caminhos essenciais para garantir a qualidade de vida nas grandes cidades que, no cálculo dele, devem abrigar dois terços da população global em 2060 (hoje 50% das pessoas vivem nos centros urbanos).

“Já fizemos testes no Brasil com etanol e em outras regiões com gás natural. A verdade é que nenhuma destas opções traz ganho importante de eficiência e ainda não há melhora no conforto para o motorista”, avalia Agnevall, assegurando que a eletrificação é o melhor caminho para os ônibus urbanos. A grande ousadia da iniciativa em Gotemburgo não está só em oferecer veículos com baixa ou nenhuma emissão, mas em garantir solução completa, incluindo a estrutura de recarga.

Projeto colaborativo

A linha 55 é um projeto piloto que faz parte do programa ElectriCity em Gotemburgo. São 14 parceiros envolvidos na iniciativa, incluindo a prefeitura da cidade, empresas da área de energia elétrica, universidades e a montadora. A ideia é desenvolver e testar opções sustentáveis de transporte. “Não queremos entregar o ônibus, mas uma solução viável”, conta o executivo.

Com isso em mente, toda a tecnologia de recarga usada na linha foi criada em plataforma aberta, sem segredo industrial. Assim, outras fabricantes também podem produzir veículos para rodar na mesma estrutura.

A inovação já atraiu mais de 6 mil clientes da montadora à Gotemburgo para conferir como funciona o sistema. O potencial é global, garante o executivo. “O mercado brasileiro, por exemplo, já testa nossos híbridos e com certeza vai precisar de modelos elétricos no futuro, quando superar a crise. É um caminho sem volta”, finaliza.

Fonte: Automotive Business

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