Saiba qual é a rodovia com o diesel mais barato do Brasil atualmente

Enquanto a BR-101 continua sendo o corredor logístico a praticar o valor mais caro do país para os dois tipos de diesel, a via mais barata está no Sudeste

Por Gustavo Queiroz

- janeiro 8, 2026

Rodovia Fernão Dias Foto Arteris Fernão Dias

Um levantamento técnico realizado pelo Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), com base em transações reais de abastecimento, indica um cenário de pressão generalizada sobre os preços dos combustíveis nas principais rodovias do país em dezembro. A análise, que possui alta confiabilidade estatística por processar uma média de 55 transações por segundo de uma frota gerenciada superior a 1 milhão de veículos, destaca comportamentos divergentes entre as variedades de diesel, com implicações diretas para os custos operacionais do transporte de carga e de passageiros.

O foco na categoria do diesel, dividida entre o comum e o S-10, revela uma disparidade geográfica significativa. A Rodovia Fernão Dias consolidou-se como o corredor com o menor preço médio para o diesel comum, registrando R$ 5,92, valor que, mesmo representando uma alta de 0,85% frente a novembro, mantém-se como a referência mais competitiva. Em contrapartida, a BR-101 permaneceu como a via com os patamares mais elevados para ambos os tipos de diesel. No trecho, o diesel comum apresentou leve desaceleração de 0,32%, sendo comercializado a R$ 6,15, enquanto o diesel S-10 sofreu apreciação de 0,64%, alcançando a média de R$ 6,29.

A divergência de desempenho entre os dois tipos de combustível é evidenciada na Rodovia Régis Bittencourt. Enquanto o diesel comum seguiu a tendência de alta generalizada, o diesel S-10 registrou nesta via uma queda marginal de 0,33%, sendo negociado a R$ 6,05, o menor preço médio identificado para esta variedade de maior especificação técnica entre os corredores analisados. Essa variação pontual demonstra a influência de fatores logísticos e competitivos locais sobre a formação de preços de combustíveis com diferentes exigências de refino e distribuição.

Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, analisa que o cenário reflete um período de maior pressão de custos e demanda, típico do fim de ano, em corredores logísticos críticos. “Ainda assim, observamos diferenças importantes entre as vias, influenciadas por fatores como concorrência entre postos, logística regional e perfil de consumo. Esses elementos ajudam a explicar por que algumas rodovias conseguem manter preços relativamente mais competitivos para determinados combustíveis, enquanto outras seguem operando com valores mais elevados“, pontua.

Para contextualizar o ambiente de preços, o IPTL registrou que, para veículos leves, a gasolina apresentou sua média mais favorável na Rodovia Presidente Dutra, a R$ 6,21 (alta de 1,64%), e o etanol na Régis Bittencourt, a R$ 4,52 (alta de 2,49%). Em paralelo, o Gás Natural Veicular (GNV) apresentou expressiva desvalorização de 3,46% na região Sudeste, influenciada principalmente por recuos em São Paulo (-7,84%) e Minas Gerais (-9,98%), sendo comercializado em média a R$ 4,46 por metro cúbico.

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