A locação de equipamentos de movimentação e armazenagem definitivamente conquistou seu espaço no mercado de intralogística. E, a cada ano que passa, ganha ainda mais força por conta de suas vantagens. E, também, na esteira das transformações tecnológicas que movem a atividade.
Com 32 de atuação no segmento, a Retrak – especializada na locação de equipamentos – vem acompanhando essa evolução dos tempos. E hoje administra uma frota de quase 4.500 máquinas – entre empilhadeiras, transpaleteiras e rebocadores – com uma estratégia impulsionada pela massiva adoção de baterias de íons de lítio.
A escolha entre locação e a compra de um equipamento não segue uma fórmula rígida, mas a primeira oferece vantagens decisivas para muitos clientes, explica Fábio Pedrão, CEO da empresa. “Ao alugar, você não tem o custo financeiro da compra, nem a depreciação do ativo, além de não se preocupar com manutenção, peças ou mão de obra. Você contrata a disponibilidade da máquina apenas”.
A agilidade na resolução de problemas é apontada como outro grande benefício. “Quando o cliente tem a máquina própria e ela quebra, é preciso levantar orçamentos, aguardar o conserto e o equipamento fica parado. No caso dos contratos de aluguel, imediatamente levamos uma máquina substituta e a operação não para. Em muitos casos, o cliente que compraria duas máquinas para ter segurança, com a locação, precisa de apenas uma”, afirma o executivo.
A Revolução do Lítio

A vantagem econômica é substancial. Enquanto um botijão de GLP que abastece uma empilhadeira por oito horas custa em média R$ 220, o custo de energia para uma máquina elétrica com lítio no mesmo período é até 90% menor, representando uma economia de R$ 160 a R$ 180 a cada turno. “Muitas vezes, o valor da locação da empilhadeira elétrica se paga com a economia no combustível que se deixou de gastar com a máquina a gás”, calcula o CEO.
Além da economia, a tecnologia elimina um grande incômodo operacional na hora da troca, já que as baterias de chumbo-ácido chegam a pesar 1.500 kg. Com o lítio, a bateria é fixa na máquina e permite as “cargas de oportunidade”. O sistema exclusivo da empresa, chamado Safe Lithium, foi projetado para facilitar esse processo. “Para cada 15 minutos de carga, você ganha uma hora de trabalho. Se o operador vai ao banheiro e deixa a máquina carregando, já adquire autonomia. Na hora do almoço, uma carga de uma a duas horas é suficiente para trabalhar o resto do dia ininterruptamente”, explica.
Para manter seu padrão de serviço, a Retrak opera com um modelo de gestão de frota que busca um “ponto ideal”, com a ocupação de 85% da frota de máquinas locadas. As unidades restantes ficam em manutenção para garantir o giro e a disponibilidade. A vida útil de um equipamento é determinada mais pelo custo de manutenção do que pela idade. “Pode acontecer de uma máquina nova, mas muito usada, ter um componente que custa R$ 30 mil para trocar. Nesse caso, muitas vezes é mais viável sucateá-la do que consertá-la”, ressalta Fábio.
Evolução contínua
De olho no futuro, Fábio Pedrão (foto) acredita que as baterias continuarão a evoluir bastante. “Em breve, irão surgir novas tecnologias, como baterias de íons de sódio, extraídas do mar e, também, máquinas movidas a hidrogênio, que hoje ainda são caríssimas”. O mesmo acontece com os equipamentos autônomos, que devem ganhar mais espaço daqui para a frente. “No momento, o custo ainda é um fator impeditivo. A viabilidade é maior em fábricas novas, onde se pode projetar a operação desde o início. Mas, em plantas já existentes, a adequação é mais complexa”, completa.

