Presidente da Fetranspar recomenda paciência e otimismo na conjuntura atual

Por Freelers

- setembro 3, 2014

Em sua última edição de agosto, o Informativo Fetranspar, órgão de divulgação da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná, publicou em sua página 2 o Editorial assinado pelo presidente da entidade, Sérgio Malucelli. No artigo,  o dirigente incentiva os empresários do setor que demonstram preocupação com o “futuro”, com base no momento econômico do país.

Malucelli reconhece a difícil situação em que o Brasil se encontra, como resultado do pífio crescimento da economia, da retração do consumo, da perspectiva negativa do PIB e da redução no ritmo de investimentos, entre outros fatores. Apesar do quadro sombrio, o líder setorial acha que os empresários de transportes não devem se desesperar. E conclui que, na conjuntura atual, “um punhado de paciência, de otimismo, de análises e de boas consultorias às vezes valem mais que várias doses de talento.

Confira abaixo a Palavra do Presidente, na integra.

 

A crise se aproxima?

Prezados empresários do transporte de cargas, nunca fui e não sou adepto do pessimismo, mas não devemos desprezar os fatos, assim como os economistas que fazem referências ao momento econômico de nosso país.

Recentemente, empresários do setor demonstraram preocupação com o “futuro”. Não podemos dizer que não sabíamos a respeito da direção a ser tomada pelo transportador rodoviário de cargas. Mas para tomarmos uma decisão a respeito dos nossos destinos temos que levar em consideração fatos, números, índices e, porque não, o momento econômico do país e do mundo hoje globalizado.

Temos países parceiros fronteiriços e fundamentais para a balança comercial que estão em situação de extrema dificuldade, onde medidas econômicas populistas não tiveram conseqüências positivas. Em nosso país os números também nos levam a preocupações que não devem ser “desdenhadas”.

Relatórios de instituições financeiras e agências de avaliação já antecipam que estamos em recessão, ponderando nesta análise a falta de confiança nas medidas tomadas, encolhendo dessa maneira a nossa economia.

O crescimento de 0,2%, acrescido a queda de 0,8%, da indústria nos induz a uma retração do consumo 0,1% que demonstra claramente a redução no ritmo em investimentos. A perspectiva de PIB é negativa no segundo semestre, com uma inflação acima da meta estipulada pelo BC que foi de 4,5%, mas já chegou ao teto de 6,7% segundo analistas econômicos.

As conseqüências para o setor de transportes são visíveis, pois segunda a ANFAVEA tivemos uma queda na comercialização de caminhões na ordem de 12%, ou seja, resume-se: se a indústria não produz não transportamos e nem renovamos a frota e, conseqüentemente, diminui-se o consumo. Não se infere nesta íntima análise as taxas altíssimas de juros e a alta carga tributária.

Portanto, “um punhado de paciência, de otimismo, de análises e de boas consultorias às vezes valem mais que várias doses de talento”.

Sérgio Malucelli é presidente da Fetranspar – Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná

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