A Norcoast, empresa de navegação costeira criada em outubro de 2023, encerrou seu primeiro ano de operações com 20% de market share nos portos onde atua e mais de 400 clientes em seu portfólio. No período, a companhia movimentou mais de 70 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), sendo 60% desse volume em operações porta a porta.
Com operação iniciada em fevereiro de 2024, a Norcoast projeta atingir 14 mil TEUs mensais e ampliar sua participação no mercado. A empresa também planeja aumentar seu quadro de colaboradores para acompanhar a expansão.
Estratégia multimodal

A Norcoast opera em seis portos brasileiros: Paranaguá (PR), Itajaí (SC), Santos (SP), Suape (PE), Pecém (CE) e Manaus (AM). Sua frota conta com quatro embarcações, cada uma com capacidade para 3.500 TEUs, todas com bandeira e tripulação nacional. “Acreditamos que a navegação costeira é mais do que uma decisão logística, se trata de uma escolha consciente por uma alternativa mais eficiente, que conecta, integra e transforma”, afirma Fabiano Lorenzi, CEO da Norcoast.
A empresa é a primeira nova entrante no setor de cabotagem em duas décadas, fruto de uma joint venture entre Hapag-Lloyd e Norsul. Seu modelo de negócios priorizou estudos de demanda reprimida e investimentos em comunicação para difundir o modal.
Com 8 mil km de costa, o Brasil tem potencial para expandir o transporte marítimo de cargas, que emite quatro vezes menos CO² que o rodoviário. Atualmente, 58 empresas atuam no setor, com 99 navios transportando 2,5 milhões de toneladas anuais. “Nos próximos anos, veremos a modernização e a expansão dos portos, ampliando a interconexão entre os diferentes modais e facilitando o fluxo de mercadorias pelo Brasil. No entanto, para que essa transformação aconteça de fato, precisamos de algo fundamental, isto é, uma mudança de mentalidade. Os tomadores de decisão devem olhar para a navegação costeira como uma aliada estratégica”, aponta Fabian Lavaselli, diretor Comercial da Norcoast.
