o grupo novato no ramo de concessões de infraestrutura que arrematou o primeiro leilão do megapacote do governo Dilma Rousseff começou nesta semana seu desafio de proporções bilionárias. Até o fim da concessão, a MGO Rodovias – sociedade de propósito específico (SPE) criada pelo Consórcio Planalto, grupo vencedor da BR-050 – deve fazer investimentos estimados em R$ 3 bilhões naquela que é a primeira rodovia administrada pela iniciativa privada sob o novo modelo de concessões do país. Em reuniões com investidores, a empresa já está conseguindo atrair interessados da área financeira.
Helvécio Soares, diretor-presidente da MGO Rodovias, diz que a empresa já está em negociações e deve conseguir em breve um empréstimo-ponte (crédito inicial, concedido ainda no período de estruturação do de longo prazo) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além disso, parte desse crédito também pode ser cedido por um banco privado. “Isso é um sinal do interesse que está havendo no mercado por esse tipo de projeto”, disse ao Valor, sem revelar o banco (ou bancos) em questão.
Serão seis praças de pedágio, que cobrarão a tarifa básica oferecida em leilão, que foi 42% abaixo do teto e ficou em R$ 4,53 a cada 100 quilômetros (valores de maio de 2012).
FONTE: VALOR ECONOMICO
