MAN quer virar a chave para dar início a uma nova era

Por Freelers

- abril 14, 2016

A MAN Latin America, controladora das marcas Volkswagen Caminhões e Ônibus e MAN, anunciou ontem (13), durante coletiva de Imprensa, que está pronta para iniciar uma nova fase, inspirada no slogan “Vire a Chave”. O lema traduz a disposição da montadora de “virar a chave” para a retomar o crescimento das vendas de caminhões e ônibus, no momento em que o setor vive a pior crise das últimas décadas.

Segundo Roberto Cortes, presidente e CEO da MAN Latin America, os volumes retrocederam aos níveis do século passado e o mercado brasileiro encolheu em 70% desde 2011. Em consequência do fato, o setor opera hoje com uma ociosidade da ordem de 80%, resultado das vendas projetadas para o ano em torno de 100 mil veículos, versus a capacidade instalada do parque industrial que é de 440 mil unidades/ano. “Para piorar as coisas, a defasagem entre os aumentos de custos e os preços praticados dos veículos, no período 2011 a 2015, supera a marca de 20%, o que vem resultando em grandes prejuízos para a maioria dos fabricantes”, ressalta Cortes.

Na tentativa de estancar a sangria e garantir a sobrevivência do negócio, o dirigente lembrou que a empresa teve de adotar uma série de medidas corretivas. A produção da fábrica de Resende que, em 2011, era de 350 veículos/dia em três turnos de trabalho foi reduzida para 110 unidades/dia em 2016, com apenas um só turno e regime de cinco dias por semana. A empresa também aderiu ao FAT e ao PPE, para a redução da jornada e dos salários, deu férias coletivas e ofereceu incentivos para a diminuição do quadro de colaboradores. “Em função dessas medidas, hoje, o excedente de pessoal é zero e a produção da fábrica está ajustada para a nova realidade do mercado”, garante o presidente da MAN, frente a um time de 3.500 colaboradores ante 5.500 do período anterior.

Diante da nova realidade, a montadora se prepara para iniciar também uma nova era. A fase está baseada em uma nova geração de colaboradores, constituída de pessoas mais jovens e com maior ambição, na busca de novas tecnologias e novos processos industriais, além de novos produtos e novos nichos de mercado. O objetivo é dar mais agilidade à empresa para fazer frente aos novos tempos, com foco nas áreas de produto e comercial. O aumento das exportações e a internacionalização da companhia também serão fortemente estimulados, de olho nos mercados latinoamericano e africano.

Apesar do curto espaço de tempo, os principais resultados da nova fase da MAN Latin America já começam a aparecer. A empresa contabiliza negócios fechados e potenciais de mais de 1.200 unidades incrementais apenas esse ano e inúmeras oportunidades em países como Nigéria e Angola, sem contar o México e Argentina, tradicionais parceiros comerciais.

Nem mesmo o panorama sombrio, que cerca o Brasil nos dias atuais, assusta Roberto Cortes. “Como toda crise, temos certeza de que essa também irá passar, embora seja difícil precisar quanto tempo ainda irá durar. Mais importante de tudo é preparar a empresa para a retomada da economia e a volta da normalidade ao mercado”, finaliza o presidente.

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