JAC Motors revê projeto de construção de fábrica no Brasil

Por Freelers

- fevereiro 2, 2016

A JAC Motors anunciou a desistência do projeto de construir fábrica para 100 mil carros por ano no Brasil. Com o projeto anunciado em 2011, somente agora a companhia confirma que pretende apenas montar veículos no Brasil a partir de kits importados da matriz chinesa.

A planta terá capacidade para 20 mil unidades anuais, com início da operação previsto para o primeiro trimestre de 2017 com o utilitário esportivo T5. “Com volume menor, tivemos de abandonar a ideia de produzir carro barato e buscar melhor economia de escala com um SUV”, esclarece Eduardo Pincigher, diretor de assuntos corporativos da empresa no Brasil.

Assim como o plano anterior, a unidade será instalada na Bahia. A empresa ainda pondera se vai construir a estrutura necessária no terreno que já tem na cidade de Camaçari ou se o melhor é alugar um espaço já pronto em outro município.

O T5 chega importado e começa a ser vendido antes da inauguração da unidade, em março deste ano, com preços que começam na faixa dos R$ 60 mil. O novo projeto demanda investimento de R$ 200 milhões, mais suave do que o aporte de R$ 1 bilhão necessário para concretizar o plano anterior.

Segundo Pincigher, o negócio continuará amparado pela matriz da empresa, que garantirá boa parte da infraestrutura, mas caminhará de forma independente. A saída da parceria chinesa também reflete o tombo do mercado nacional de veículos, que levou junto a operação local da JAC Motors.

Em 2011, a empresa vendeu 3 mil carros em seu primeiro mês. Na época a meta era alcançar vendas anuais de 35 mil veículos. As coisas, no entanto, não evoluíram como o esperado e em 2015 a empresa terminou o ano com pouco mais de 5 mil carros emplacados.

O convidativo mercado brasileiro, que seria a porta de entrada da JAC Motors para o ocidente na visão dos executivos da empresa na China, perdeu boa parte de seu brilho. Pincigher aponta que a região permanece importante no cenário automotivo global, mas o potencial fica para o longo prazo.

Inovar-Auto

A companhia precisa cumprir o compromisso firmado com o Governo, quando se habilitou como investidora no Inovar-Auto – regime automotivo que entrou em vigor em janeiro de 2013. O programa impõe o adicional de 30%no IPI das empresas que não cumprirem algumas exigências, como atingir metas de eficiência energética.

Com o projeto mais enxuto, a empresa pretende se adequar a outra categoria do Inovar-Auto: a de fabricante com baixo volume de produção, restrita a empresas com capacidade produtiva de até 35 mil unidades porano.

Fonte: Automotive Business

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