O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta terça-feira, 10, que “não há limites” às concessões de rodovias. Segundo Freitas, o Governo planeja realizar a licitação de 16 mil quilômetros de rodovias até 2021. “Estimo que ano que vem devemos fazer (licitação) de 7 mil ou 8 mil quilômetros de rodovias. Em 2021, mais 8 mil e, de repente, algo fica para 2022”
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O ministro participou da abertura do 11º Congresso da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). Durante a coletiva, Freitas adiantou que os estudos de viabilidade das privatizações estão em andamento. “Pode ser que um trecho não se mostre viável, e a gente verifique que outro é. Portanto, na média vamos conseguir chegar perto desses 16 mil (quilômetros). Assim, somado ao que já existe hoje concedido e bater os 24 mil quilômetros.”
Em relação a novos projetos, Tarcísio de Freitas comentou que podemos ter novidades ainda esta semana. De acordo com ele, o Tribunal de Contas da União (TCU) poderá liberar a licitação da BR-101 (SC).
Reestruturar o mecanismo de transporte no país
O ministro diz que a pasta está avançando com diversos projetos que visam reequilibrar a matriz brasileira de transportes. Segundo ele, essas são algumas das iniciativas que vão “libertar” o setor das “amarras” que impedem um crescimento mais vigoroso.
No setor portuário, ele comentou sobre o futuro lançamento de novos arrendamentos de terminais e sobre a desestatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), cuja primeira reunião de trabalho com consultores contratados e com o BNDES aconteceu na segunda-feira.
Sobre ferrovias, o ministro disse que o governo “ousou” ao estabelecer investimentos cruzados na prorrogação antecipada das concessões. Por meio desse instrumento, as empresas investirão em outras obras ferroviárias. Dessa forma, não focando apenas em suas próprias concessões. De acordo com Tarcísio de Freitas, isso viabilizará uma série de ativos que, hoje, não seriam atrativos à iniciativa privada em uma licitação.
Em relação ao setor aeroportuário, o ministro da Infraestrutura reiterou a intenção de conceder ao setor privado toda a rede de aeroportos sob responsabilidade da Infraero. Com isso, o governo trabalha agora na estruturação da próxima rodada de concessões, que envolverá 21 aeroportos divididos em três blocos.
