A Volvo completa 25 anos de atuação da planta de cabines, acumulando inúmeras conquistas em solo brasileiro. A mais recente é o recorde histórico com a produção de mais de 32 mil unidades em 2022 pela planta de cabines. Segundo a empresa, em 25 anos a planta alcançou a marca de 368 mil unidades produzidas. “Ainda hoje é a unidade mais automatizada do complexo da Volvo em Curitiba”, destaca Cyro Martins, vice-presidente de operações industriais da Volvo na América Latina.
Instalada dentro do complexo industrial da marca em Curitiba (PR), a fábrica de cabines, atualmente com 515 funcionários, é uma das mais modernas do conglomerado no mundo. A elevada automação e os avançados processos de indústria 4.0. confirmam a sua vocação como “grande incubadora de ideias”, com a introdução de conceitos de uso de realidade virtual e aumentada, big data, internet das coisas, robôs autônomos e diversas outras iniciativas. Ao todo, são 85 robôs e diversos dispositivos que funcionam de forma autônoma, conferindo mais segurança, qualidade e conforto ergonômico para os funcionários.
Construída para a manufatura local das cabines do caminhão Volvo FH, nacionalizado em 1998, a planta foi um ponto de inflexão na história do conglomerado na América Latina. Com ela, a marca ampliou seus negócios na região, com novos veículos e tecnologias avançadas. “Há 25 anos, a produção de cabines no Brasil era um sonho. Foi nosso ingresso numa nova era de caminhões, que representava uma ousada revolução tecnológica”, lembra Martins.
A unidade é responsável tanto pela solda como pela pintura das cabines. Além disso, faz pintura de elementos plásticos, culminando em soluções que são aproveitadas também por outras fábricas da Volvo no mundo. É o caso, por exemplo, do processo do painel frontal dos novos caminhões Volvo Euro 6, que têm partes plásticas e metálicas pintadas em igual tonalidade.
Investimentos – De 1980, quando iniciou a produção de caminhões no país, até 1997, a Volvo terceirizava a fabricação das cabines dos veículos das linhas N e NL. A construção da nova unidade de produção fez parte de uma expansão industrial robusta que demandou, naquele período, cerca de US$ 400 milhões em investimentos, o maior volume de recursos aplicados pela Volvo desde sua fundação no Brasil. A ampliação do parque fabril provocou uma mudança significativa nos negócios e na arquitetura industrial da marca. Foi a partir dali que a operação brasileira começou a ter a capacidade de produzir os mais avançados caminhões do planeta.
Além da produção diária para atender as demandas dos caminhões zero km, a fábrica também opera no atendimento de peças de pós-venda, desde a produção do conjunto completo de uma cabine de reposição até componentes específicos. Na fábrica, as linhas atendem a produção de caminhões FH, FM, FMX, VM e VMX, com inúmeras variações. Além disso, ainda é possível a entrega de cabines com até 100 cores diferentes, entre tonalidades sólidas e metálicas.