A Randon está reavaliando sua estratégia para as empresas de autopeças do grupo, diante da intensificação da crise automotiva. A meta é ampliar as exportações e as vendas na reposição, tomando como modelo cases de sucesso dentro da própria casa.
Uma das marcas do grupo que fabrica materiais de fricção, a Fras-le, tem 50% do seu faturamento nas exportações e 80% na reposição. “Vamos aproveitar o canal da empresa para que nossos selos ganhem novos mercados”, afirmou o diretor corporativo da área de autopeças da Randon, Pedro Ferro.
Segundo o executivo, enquanto as vendas do grupo podem recuar 15% em 2015, a Fras-le deve registrar crescimento de 6% no período. “Com a apreciação do dólar e uma atuação forte no exterior, a marca está sofrendo menos”, destaca.
A Randon possui fábricas em território nacional e também na China e nos Estados Unidos. “Temos capacidade fabril e tecnológica para expansão tanto no Brasil quanto no exterior”, destaca.
Reposição
Outros selos de autopeças do grupo – Master, Suspensys, Jost Brasil e Freios Controil – têm cerca de 18% a 20% do faturamento na reposição e, segundo Ferro, vêm sofrendo com a queda do mercado.
“O segundo trimestre pode vir pior do que o primeiro e nós não enxergamos recuperação alguma no curto prazo”, acrescenta o executivo.
A Randon trabalha com uma perspectiva de vendas de caminhões, em 2015, de cerca de 100 mil unidades com viés de baixa. “Dependendo do cenário, os emplacamentos podem atingir até 85 mil unidades no ano”, pondera. A queda de mercado em relação a 2014 seria de mais de 35%.
Diante do arrefecimento em veículos pesados, as marcas de autopeças do grupo que possuem maior parte das vendas no mercado original (montadoras) vêm sofrendo bastante.
E apesar da reformulação das estratégias, o diretor da Randon afirma que o trabalho que a empresa tem pela frente é árduo. Ele explica que no caso das exportações, por exemplo, a valorização do dólar ajuda, mas é insuficiente.
“Não é um resultado que conseguiremos do dia para a noite. Temos que conquistar mercados”, avalia o executivo. O negócio de componentes das empresas Randon exportou o equivalente a US$ 118 milhões em 2014.
Já na reposição, o diretor da Randon ressalta que o potencial do mercado é muito grande, no País. “Todas as empresas que atuam no setor estão olhando para o aftermarket, que tende a crescer no Brasil”, revela o executivo.
Ferro ressalta que a Fras-le possui uma marca forte na reposição e que isso deve ajudar a impulsionar os outros selos do grupo. “Utilizaremos o canal da Fras-le para distribuir nossos produtos”, conta ele.
Fonte: DCI
