Seja por alta nas tarifas do transporte aéreo ou pura opção do público, o transporte rodoviário de passageiros cresceu nos últimos meses. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), a expectativa é um aumento de 20% em relação ao período pré-pandemia.
Em 2022, o setor faturou mais de R$ 412 bilhões, alta de 127% em relação ao ano anterior, de acordo com dados da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT).
É nessa onda que a ClickBus e a Quero Passagem querem navegar com ainda mais velocidade. As concorrentes anunciaram planos para investir R$ 113 milhões (ClickBus) e R$ 70 milhões (Quero Passagem).
A expansão nos investimentos acampanha os resultados que obtiveram no ano passado, o melhor das suas histórias, ambas iniciadas em 2013. A Clickbus, líder no setor, registrou um GMV (volume bruto de Mercadorias) de R$ 1,43 bilhão, alta 70% a mais do que o apurado ao final de 2021.
Investimentos da ClickBus
Cerca 25% das pessoas compram os bilhetes pela internet, um avanço em relação ao pré-pandemia – em torno de 15% -, mas as empresas veem grandes oportunidades para que as transações aumentem no curto e médio prazos.
“Acreditamos que há potencial para atingir de 70% a 80% nos próximos anos, uma vez que os consumidores estão adotando de forma intensa novas tecnologias – vimos isso com meios de pagamento digitais, por exemplo”, Phillip Klien, CEO da ClickBus.
Parte do montante, 30%, será destinado ao time de produtos e tecnologia e assim agregar novas funcionalidades.
Investimentos da Quero Passagem
Aqui a estratégia é fazer o dinheiro render. Além de investir para ganhar a exposição midiática, a startup pretende criar espaços exclusivos para recepcionar os seus clientes, ampliar a sua penetração no Nordeste – 62% das passagens emitidas no ano passado foram do Sudeste – e expandir a operação com a integração da plataforma com novos modais.
A startup também está entrando no México com o nome de “Viajo Mucho”, com operação criada do zero e prevista para iniciar em abril. O processo chegada ao país deve consumir investimentos em torno de 5 milhões de reais, valor que não entra na conta dos recursos aportados para o Brasil.
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