Bunge fabrica B100 para caminhões de sua operação logística

Transportadora do Mato Grosso utilizará dez unidades de modelo da Volvo por um período de dois anos de contrato com a Bunge.

Por Gustavo Queiroz

- fevereiro 17, 2025

Volvo FH 500

A Bunge e a Martelli Transportes estão utilizando o biocombustível B100 em 10 caminhões do modelo Volvo FH com 500cv de potência da transportadora mato-grossense. A operação envolve o transporte de cerca de 5.000 toneladas de farelo de soja por mês entre a planta de Nova Mutum e o terminal TRO, localizado em Rondonópolis (MT). O acordo entre as empresas tem duração de dois anos.

Fabricado pela própria Bunge, na fábrica de Nova Mutum (MT), o B100 é composto por óleo de soja. A estimativa é de que 50 mil litros de B100 por mês sejam utilizados na operação piloto. O objetivo do projeto, aprovado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), é obter dados de rendimento, rentabilidade e desempenho ambiental. Segundo dados da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), o B100 emite cerca de 99% menos CO2 em comparação ao diesel.

A necessidade de descarbonização da economia coloca a agricultura no centro das soluções, com muitas oportunidades de negócio para grãos, oleaginosas e novas sementes. Combustíveis de fontes vegetais terão papel importante na transição energética, cujo sucesso depende de uma jornada coletiva. Por isso, Bunge vem evoluindo em suas parcerias estratégicas tanto no setor logístico quanto nas demais áreas focadas na redução da emissão de gases poluentes. Iniciativas como essa estão alinhadas às nossas metas para redução de emissões, e também têm alto potencial de agregação de valor na cadeia. O cliente do farelo transportado com B100 terá, consequentemente, um produto com menor pegada de carbono”, afirma Charles Vieira, diretor sênior de Logística da Bunge.

A companhia tem metas baseadas na ciência, validadas pela Science Based Targets Initiative (SBTi), para redução de 25% nas emissões dos escopos 1 e 2 e de 12,3% nas emissões de escopo 3 até 2030, tendo como base de comparação o ano de 2020. Em 2023, a empresa alcançou redução de 15,8% para as emissões de escopo 1 e 2 e de 10,6% nas emissões de escopo 3.

O transporte rodoviário de cargas é o principal usuário de combustíveis fósseis mundialmente e, no âmbito nacional, o referido meio de transporte representa cerca de 85% do modal utilizado no escoamento dos grãos produzidos no Brasil. A descarbonização do setor de transportes não é uma novidade, no entanto, é um desafio que nos propomos a conquistar e que se mostra possível com o apoio de nossos clientes e fornecedores”, comenta Genir Martelli, sócio proprietário da Martelli Transportes.

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