O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco) informou que 90% dos terminais de cargas em portos e aeroportos do País estão sem a fiscalização dos profissionais. Segundo o Sindifisco, a operação é mais uma da série de paralisações, iniciada em abril, de advertência ao governo para uma contraproposta à pauta salarial da categoria. A fiscalização de passageiros, cargas perecíveis e medicamentos foi mantida. A Receita Federal informou, por meio da assessoria de imprensa, que não iria se manifestar sobre o assunto.
O presidente do Sindifisco Nacional, Claudio Damasceno, explica que os auditores fiscais pedem que os salários sejam proporcionais a 90,25% dos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o que elevaria o valor recebido por um profissionalem início de carreira de R$ 15.700,00 para R$ 30 mil. A categoria tem cerca de 10.500 auditores. “Nós já fomos parâmetro para os auditores estaduais e hoje estamos na penúltima colocação, atrás apenas dos auditores do Espírito Santo, que têm um padrão de remuneração 2% abaixo do nosso”, disse Damasceno.
O sindicalista revelou que outras paralisações podem ocorrer nas próximas semanas, caso o governo não dialogue com os auditores. Segundo ele, com os salários defasados, as operações da Receita foram reduzidas neste ano, e o valor estimado de autuações deve ficar em R$ 100 bilhões em 2015, ante um total de R$ 158 bilhões no ano passado. “Como cerca de 10% dessas autuações se transformam em receita imediata, o governo deve deixar de arrecadar R$ 5,8 bilhões neste ano”, estimou Damasceno.
Fonte: Jornal do Comércio
