Após reajuste, empresários voltam a criticar a tabela do frete

Por André Garcia

- setembro 6, 2018

O preço do frete rodoviário começa a subir em reação as contínuas altas de combustíveis. De acordo com o Índice Fretebras do Preço do Frete (IFPF),

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que o reajuste de 5%, em média, na tabela para o preço mínimo do frete rodoviário deverá gerar aumento no preço final dos produtos pagos pelos consumidores e afetará negativamente o crescimento da economia brasileira, segundo a Agência Brasil.

O presidente Robson Braga de Andrade afirmou que o tabelamento do frete é uma “medida equivocada e simplista” que não soluciona as dificuldades enfrentadas pelo transporte rodoviário do país.

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), por sua vez, classificou a tabela publicada hoje como uma mera “atualização de preços para o serviço de frete rodoviário” e segue sem contemplar particularidades fundamentais do setor, como a necessidade de correção dos valores conforme os tipos de cargas; número de eixos e índices regionais que permitem atender às peculiaridades de cada unidade da federação.

“A Abcam ainda analisa a repercussão deste reajuste perante os caminhoneiros autônomos, entretanto, antecipa que há uma grande preocupação com a forma como a tabela está sendo conduzida”, informa nota da entidade, que calcula que o acréscimo médio foi da ordem de 3% a 5% quando comparado com os valores da tabela anterior. Aumento que, de acordo com a associação, “se fez necessário devido ao aumento médio de 13% do óleo diesel em 31 de agosto” e qua varia de acordo com a quilometragem, quantidade de eixo e tipo de carga.

A associação anunciou que enviará à Casa Civil um novo pedido de audiência para explicar suas preocupações, mas reafirmou não haver qualquer movimentação de paralisação por parte das entidades que representam os caminhoneiros.

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