“A inteligência artificial é fator de competitividade no mercado de hoje”

Especialista conversou com a redação da Frota sobre a Inteligência Artificial e o uso da tecnologia no dia a dia

Por Victor Fagarassi

- maio 31, 2023

O setor de transporte de cargas e logística vem passando por mudanças bruscas nos últimos anos. A operação tem sido modernizada em vários pontos, mas o último deles, e mais falado atualmente, é a utilização da Inteligência Artificial.

Mas dentro de um assunto tão amplo e com tantas vertentes, como entender exatamente o poder e utilização disso na prática? Conversamos com um especialista no assunto que atua no mercado para entender a execução disso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Caio Reina é CEO e fundador da RoutEasy, Caio é graduado em Engenharia Cartográfica pela UNESP, tem Mestrado em Engenharia de Transportes pela USP e é do projeto de Mestrado do profissional que surgiu o algoritmo da RoutEasy, startup que oferece soluções de roteirização, otimização e orquestração logística, em 2016. Antes da experiência, o profissional atuou como gerente de Supply Chain na EY, analista de Supply Chain na Neolog Consultoria e Sistemas Ltda e desenvolvedor de software na Geologística.

Como o Chat GPT é usado dentro da operação?

Caio Reina: Entendemos que a solução amplia o leque de oportunidades de aperfeiçoar ainda mais a rotina empresarial. 

O primeiro ponto que merece destaque é o atendimento mais direcionado que as IAs generativas permitem. Além disso, o ChatGPT pode ser usado para fazer o gerenciamento de estoques, já que a ferramenta entra com análises para evitar que a procura seja maior do que o armazenamento.

Além disso, a área de análises de previsões de demandas também pode se beneficiar das IAs generativas, trazendo mais detalhamento para o cenário como um todo. Outra oportunidade é usar o ChatGPT para analisar, em tempo real, informações de trânsito, clima e horários de pico em certos locais para fazer ajustes de rotas baseados nessas variáveis importantes. Por fim, é possível usar a ferramenta para uma gestão de reclamações de logística, se beneficiando da tecnologia para entender o que acontece em cada caso, o que pode ser feito em cada situação e formular respostas assertivas.

Essa base de dados citada é captada onde? Ela é compartilhada com alguém ou é exclusiva?

Caio Reina: A base de dados do ChatGPT é a internet como um todo. Essa ferramenta processa as informações, realiza um cruzamento de dados e, assim, formula as respostas para os usuários. O algoritmo consegue contextualizar as solicitações feitas através do seu banco de informações e, com isso, montar respostas e textos completos e imersivos.

A RoutEasy citou o uso de um algoritmo nas operações. Detalha pra gente?!

Caio Reina: A RoutEasy utiliza algoritmo genético, responsável pela otimização de rotas para tornar a logística de distribuição mais eficiente. O algoritmo foi criado no meu projeto de mestrado. Ao desenvolver essa tecnologia, o profissional percebeu que problemas que demoravam horas para serem resolvidos foram solucionados em minutos.

Baseado em três pilares – algoritmo genético, plataforma de monitoramento em nuvem e gestão analítica em tempo real, a logtech utiliza da tecnologia para integrar processos e pessoas em um sistema voltado à otimização de entregas, coletas e serviços de campo.

A inteligência artificial entra para otimizar e integrar processos, atribuindo maior produtividade e menor custo de entrega, além da garantia da qualidade do serviço que chega ao consumidor final. Além disso, a IA também é uma aliada na análise de informações, como características das mercadorias, restrições dos clientes e disponibilidade de veículos. 

Como vocês da RoutEasy têm visto a aceitação do mercado com inteligência artificial?

Caio Reina: Hoje, a IA tem sido vista como uma opção essencial para o sucesso das empresas e tem se tornado cada vez mais um fator de competitividade no mercado. Na otimização de rotas, por exemplo, é praticamente impossível obter os mesmos resultados qualificados com a roteirização manual, já que não há tempo hábil nos times para testar todos os cenários de forma minuciosa. 

LEIA MAIS: Maio amarelo: Aumento nos sinistros de trânsito mostra estresse social

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe nas redes sociais

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *