Do fundo das minas a 500 metros de profundidade às ruas das metrópoles, passando por uma transição energética que promete mudar o futuro da mobilidade, a Volare, marca pertencente à Marcopolo tem uma história para contar e ela começa onde a estrada termina.
No coração da Amazônia, em Parauapebas, no sul do Pará, a maior mina de extração de minério a céu aberto do mundo opera 24 horas por dia, sete dias por semana. Lá, a profundidade chega a 500 metros. É um ambiente hostil, onde a temperatura e a pressão desafiam não apenas os trabalhadores, mas também a maquinaria. Foi nesse cenário extremo que a Volare encontrou seu campo de provas definitivo.
“Eles tinham muitas picapes por lá, das melhores do mercado, inclusive. Porém, a média de vida de um produto desses naquela operação era 18 meses. A cada um ano e meio eles compravam duas mil e poucas unidades para substituir a frota“, revela Sidnei Vargas, gerente executivo da Volare, em um depoimento franco sobre o desafio que a empresa enfrentou. A aplicação era tão severa que os veículos convencionais simplesmente não resistiam.

A solução veio com o Volare Attack 8 4X4, um veículo projetado especificamente para as condições extremas da mineração. Com tração integral, ângulos de entrada e saída ampliados, proteção especial para cárter e tanque de combustível, e captação de ar por snorkel para evitar a aspiração de poeira, o micro-ônibus foi concebido para sobreviver onde outros sucumbem.
“Colocamos um lá e ele não aguenta 10 anos naquela aplicação, não“, admite Vargas com honestidade. “A título de comparação, no lugar de uma picape para o motorista e mais quatro trabalhadores e que sequer consegue operar por dois anos, o Volare leva 23 pessoas e dura, tranquilamente, uns sete anos na aplicação“, exalta. O resultado foi tão expressivo que a Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, concedeu à marca seu “selo verde”, recomendando a aplicação do veículo em suas operações.

A robustez da linha Attack resulta do desenvolvimento em parceria com as próprias empresas clientes, que ajudaram a conceber um veículo único no mercado. “Pela sua robustez, versatilidade, eficiência, maior vida útil e reduzida manutenção, se tornaram os preferidos das mineradoras“, destaca Vargas.
A história, no entanto, não para em Parauapebas. Em Minas Gerais, há uma mina de extração de ouro onde os túneis descem 1.200 metros abaixo da terra. Lá, o Volare 4×4 desce diariamente para transportar os mineiros que trocam de turno, levando a mão de obra para o fundo da montanha e trazendo de volta aqueles que cumpriram sua jornada. No Chile, em operações semelhantes, os veículos da Volare já são uma presença constante, segundo Vargas.
“Eu acho que o futuro do micro-ônibus é a padronização com transmissão automática“, conclui o executivo. E, segundo os últimos desenvolvimentos da marca, pode-se acrescentar, com combustíveis limpos, materiais recicláveis e uma robustez forjada nos ambientes mais extremos do planeta.
