Com quase três semanas de execução do programa, o MOVE Brasil 2 já está impulsionando fortemente a demanda por financiamentos de veículos pesados. Ao total, cerca de 10 bi de reais já foram utilizados e as solicitações de crédito dobraram em relação à primeira edição. Oscar Jaern, presidente da Scania Serviços Financeiros, comemorou o momento e revelou que já foram realizadas 943 operações no mês de junho.
Detalhadamente, foram financiados 955 caminhões, 86 implementos e 33 ônibus para um montante de 923 milhões de reais. Em três semanas o banco praticamente alcançou o volume financiado durante os três meses da fase anterior.
“No MOVE 1 teve um movimento geral de 10 bi, tendo a Scania realizado 1 bilhão de reais. Mas já vemos um interesse maior ainda no MOVE 2. Isso era esperado, tanto que realocamos previamente recursos da empresa para atender”, afirmou Oscar.
Neste ritmo, o executivo acredita que os recursos gerais (21,2 bi) devem acabar no começo de agosto. Vale lembrar que segundo as regras do MOVEBR, a assinatura do contrato deve ser feita até 28 de agosto e a liberação do crédito até 90 dias após.
Embora os números sejam relevantes para os negócios da instituição, Jaern ressaltou que o principal benefício do programa está na renovação da frota nacional. Segundo ele, a substituição de veículos mais antigos por modelos mais modernos contribui para aumentar a eficiência operacional das transportadoras, reduzir emissões e elevar os níveis de segurança nas estradas.
“O programa permite que veículos antigos sejam substituídos por caminhões Euro 6, que apresentam reduções significativas de emissões de óxidos de nitrogênio e material particulado”, explicou.

Crédito especializado
Oscar Jaern também defendeu o posicionamento do Banco Scania frente às instituições financeiras tradicionais. Segundo ele, o principal diferencial está na especialização no segmento de transporte.
“O analista de crédito de um banco comercial avalia empresas de diversos setores. No nosso caso, analisamos exclusivamente operações ligadas ao transporte. Isso gera um conhecimento muito mais profundo da atividade dos nossos clientes”, afirmou.
Essa proximidade, segundo o executivo, permite uma avaliação mais precisa dos negócios, maior flexibilidade na estruturação das operações e até mesmo apoio consultivo em determinadas situações financeiras enfrentadas pelos transportadores.
Consórcio mantém relevância na estratégia financeira
Outro ponto destacado pelo presidente é o desempenho do Consórcio Scania neste mercado. Apesar de uma desaceleração pontual provocada pelo interesse dos clientes nos financiamentos subsidiados do Mover Brasil, a modalidade continua registrando forte participação dentro da operação financeira da marca.
Segundo Jaern, os últimos dois a três anos foram marcados por um crescimento consistente do consórcio, impulsionado principalmente pelo cenário de juros elevados. Atualmente, a carteira de financiamentos do Banco Scania soma cerca de R$ 15 bilhões. Valor semelhante é administrado pela operação de consórcios da empresa.
“O consórcio não concorre diretamente com o financiamento. É uma ferramenta de planejamento para quem pode aguardar a aquisição do bem e organizar sua expansão de forma estratégica”, explicou.
Perfil do cliente e FENATRAN
Os números do Banco Scania também mostram outro dado importante que é o perfil deste cliente. Cerca 75% das operações são de apenas 1 caminhão. O que mostra uma predominância do pequeno frotista e dos autônomos. Por outro lado, o grande frotista, pode estar esperando a chegada da FENATRAN para renovar sua frota.
Oscar Jaern, inclusive, confirmou que a Scania trará condições especiais para a Fenatran, em novembro. Além disso, a montadora fará quatro sorteios de caminhões em seu estande para seus clientes, sendo eles: P280 (6×2); P320 (8×2); RH540 (6×4) e RH 460 (6×2).

