A Sotreq coloca à disposição do mercado mineral brasileiro a versão atualizada do Water Delivery System (WDS 2.0), solução desenvolvida pela Caterpillar para caminhões pipa fora de estrada. O sistema visa aperfeiçoar o controle de dispersão de partículas sólidas nas vias de mineração, fator determinante para a segurança das operações, a gestão sustentável da água e a relação com as comunidades do entorno.
O WDS 2.0 atua como uma plataforma integrada que reúne chassi, reservatório, central eletrônica e software de gerenciamento em um único conjunto. A configuração é aplicada sobre bases robustas, como o modelo Cat 777, que opera com tanques de capacidade nominal de 75 mil litros, assegurando cobertura extensiva da malha viária da mina.
A inovação central reside no mecanismo de aspersão controlada por lógica inteligente, que regula a aplicação conforme a velocidade de deslocamento do veículo. “A bomba de aspersão é atuada pela velocidade do caminhão. O sistema ajusta a vazão de forma automática e precisa, evitando tanto a subdosagem quanto o excesso de água“, detalha Cleiton Arruda, gerente Comercial da Sotreq.
Na comparação com a geração anterior, a versão 2.0 apresenta avanços mensuráveis no desempenho hidráulico e na arquitetura de componentes. A vazão máxima foi elevada em 25%, atingindo 8.517 litros por minuto em velocidades de até 45 km/h. A nova plataforma também reduz a complexidade do conjunto, com instalação simplificada e menor número de peças, o que impacta positivamente a disponibilidade de itens em estoque e o tempo de manutenção.
Do ponto de vista logístico, a eficiência na aplicação reflete diretamente na produtividade da frota. “Com menor consumo de água por ciclo, o caminhão reduz a frequência de deslocamento até os pontos de abastecimento. Isso diminui movimentações internas e aumenta o tempo útil em operação“, complementa o executivo.
Integração
A plataforma foi desenvolvida para interoperar com o MineStar, sistema de gerenciamento de frotas da Caterpillar. A partir dessa integração, o centro de controle operacional pode acompanhar, em tempo real, as áreas aspergidas, o volume aplicado e o histórico de cobertura, permitindo planejar rotas com maior eficiência e evitar sobreposições.
Além disso, o projeto arquitetônico do WDS 2.0 já incorpora conectividade e lógica compatíveis com o avanço da automação no setor. O equipamento pode ser integrado a sistemas que coordenam operações sem intervenção humana a bordo, seguindo rotas e parâmetros definidos remotamente, alinhando-se à tendência de minas inteligentes e autônomas.
