Marcopolo fecha segundo trimestre com receita de R$ 2,3 bilhões

A fabricante de ônibus registrou crescimento de 17,8% na receita líquida e aumentou sua participação no segmento rodoviário no Brasil, além de avançar nas exportações e operações internacionai

Por Gustavo Queiroz

- agosto 1, 2025

Marcopolo G8

A Marcopolo encerrou o segundo trimestre de 2025 com receita líquida consolidada de R$ 2,3 bilhões, um crescimento de 17,8% em relação ao mesmo período de 2024. O resultado foi impulsionado pelo aumento da participação de mercado no segmento de ônibus rodoviários no Brasil, que saltou de 46,8% no 1T25 para 53,1% no 2T25, além do crescimento das exportações e das operações fora do país.

No primeiro semestre, a receita líquida da empresa chegou a R$ 3,9 bilhões, 10,2% acima do mesmo período do ano passado, com 7.200 unidades comercializadas ante 6.831 em 2024.

No segundo trimestre, a produção total foi de 3.800 veículos, sendo 3.077 fabricados no Brasil e 723 no exterior, um aumento de 12,4% nas unidades produzidas fora do país. As vendas consolidadas somaram 3.904 unidades, com 2.868 faturadas no mercado doméstico, 343 exportadas e 693 vendidas diretamente pelas operações internacionais.

O lucro bruto ficou em R$ 593,2 milhões, com margem de 25,7%, enquanto o EBITDA consolidado atingiu R$ 398,3 milhões (17,3% de margem). Já o lucro líquido foi de R$ 321,1 milhões, com margem de 13,9%. “Tivemos um mix de vendas mais robusto no segundo trimestre, com maior participação de rodoviários e expansão relevante das operações internacionais. Mantivemos margens consistentes mesmo em um cenário desafiador no mercado doméstico”, afirmou Pablo Motta, CFO da Marcopolo.

As exportações tiveram desempenho positivo, com 343 unidades vendidas, especialmente ônibus rodoviários e modelos Volare. A empresa também marcou sua estreia no setor ferroviário, com a entrega de vagões de passageiros no Chile.

Nas operações fora do Brasil, a Marcopolo manteve desempenho sólido, com destaque para os ônibus urbanos na Austrália (Volgren) e os volumes expressivos de rodoviários na Argentina (Metalsur).

Perspectivas

A companhia projeta um 2S25 com sazonalidade favorável em seus principais mercados. “A tendência é de estabilização dos volumes em patamares levemente superiores ao primeiro semestre, com concentração em produtos de maior valor agregado”, concluiu Motta.

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