Custo do transporte de cargas sobe mais que inflação

Por Freelers

- março 11, 2014

Alta do combustivel é um dos principais responsaveis


Alta do combustivel é um dos principais responsaveis

Nos sete anos do levantamento, em três deles, as empresas tiveram de reajustar a tabela duas vezes em um mesmo ano (2009, 2010 e 2013), devido a medidas econômicas. Com isso, foram registradas 11 elevações no custo do frete de 2007 para cá, sendo oito acima de dois dígitos.

Segundo cálculo do Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos (Decope) da NTC & Logística, nos últimos 12 meses, verificou-se aumento do custo de 7,85% nas operações fracionadas de transporte de carga. Pelos números, o óleo diesel é tido como vilão do período, com variação de 17,27% nas bombas. O reajuste salarial de motorista e ajudantes (10,2%) é o segundo na lista de insumos que mais elevaram o custo do frete, seguido por despesas administrativas (5,67%), salários administrativos (10,12%), pneus (12,7%), veículos (6,87%), seguros (6,07%) e repacapagem (3,77%).

Como o frete não é tabelado, segundo a associação, não há como medir quanto de fato foi repassado por transportador. As empresas afirmam que não conseguiram transferir para os contratos o valor integral dos novos preços devido à “diminuição no ritmo da atividade econômica mundial”. Pesquisa feita pela NTC & Logística com 132 empresas do ramo mostra que mais da metade das transportadoras aumentaram em até 5% o valor do frete no ano passado, sendo que 26 mantiveram os preços e 10 delas, em vez de reajustes, deram descontos para os clientes. Na outra ponta, apenas sete aumentaram os preços acima de 15%.

O diretor técnico-executivo da NTC & Logística, Neuto Gonçalves dos Reis, afirma que a entrada em vigor da Euro 5 (legislação do Conselho Nacional do Meio Ambiente que induz a redução da emissão de poluentes) e da Lei do Motorista, que impõe limite de trabalho diário para os condutores, aliada aos reajustes do combustível, resultaram em forte impacto no valor do frete. Segundo ele, somente a limitação do tempo de direção dos motoristas teve impacto entre 21% e 28% no custo operacional. E diz que as empresas absorveram parte do aumento, reduzindo, assim, os ganhos. “Não há facilidade para repassar este aumento. O lucro sobre o frete está baixo. Antes se tinha lucro na casa de dois dígitos, hoje está muito menor, próximo de 3%, 4%, se muito 7%”, afirma Reis.

FONTE: GUIA DO TRANSPORTADOR

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