Mercedes-Benz confia na recuperação do mercado de vans

%%excerpt%% As vendas de veículos utilitários da Mercedes-Benz mantiveram a tendência de alta em 2024, pelo segundo ano seguido, ao totalizarem quase 71 mil unidades licenciadas

Por José Augusto Ferraz

- março 20, 2025

As vendas de veículos utilitários mantiveram a tendência de alta em 2024, pelo segundo ano seguido, ao totalizarem quase 71 mil unidades licenciadas, cerca de 13% a mais que o ano anterior. Na visão de especialistas, o avanço veio na esteira da expansão da economia brasileira e a melhora na aprovação do crédito por parte dos bancos no período, que levaram os transportadores às compras, como parte do esforço de recomposição das frotas.

Nove vezes líder no segmento de vans de passageiros, a Mercedes-Benz comemora a recuperação do mercado e a disponibilidade da marca de atender a demanda, com destaque para os segmentos de furgões e chassi cabine.

Mercedes-BenzTal crescimento já era esperado, na visão de Fábio Silva (foto), head de Vendas Vans da Mercedes-Benz Cars&Vans. ”No período pós-pandemia, de 2021 a 2023, os volumes ficaram naquele vai e vem em torno das 62/65 mil unidades/ano. Até que chegou 2024 e o mercado mostrou um forte impulso, além do esperado, bastante alavancado pelas licitações para a compra de ambulâncias por parte do governo”, ressalta.

Avanços e recuos da Mercedes-Benz

Os números comprovam a afirmação. Enquanto o segmento de furgões registrou um avanço de quase 23%, as camionetas de carga – veículos na versão chassi cabine – cresceram 33,7%. Única exceção ocorreu no mercado de vans de passageiros, que encerraram o ano com queda de 2% nos volumes.

Para o ano em curso, Fábio Silva acredita que os volumes deverão se manter em um patamar semelhante aos de 2024, com uma eventual variação de 5% para menos ou para mais. Apesar do otimismo, o executivo teme os eventuais entraves que podem atrapalhar o desenvolvimento do mercado no ano.

Ao meu ver, a questão do crédito vai ser um fator extremamente importante, atrelado à taxa de juros que vem aumentando bastante. Isso impacta diretamente o cliente final, que faz a conta no longo prazo”. Associado a isso, Silva cita a instabilidade atual da economia brasileira, que traz também uma insegurança para o mercado.

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