
Banco central afirma que combustivel vai aumentar 5% até dezembro
Banco central afirma que combustivel vai aumentar 5% até dezembro O ritmo da inflação voltou a preocupar o governo Dilma nesta reta final do ano. O temor é que a taxa de 2013 fique acima da registrada no ano passado, quando o IPCA fechou em alta de 5,84%. Uma pressão extra nos preços em véspera de ano eleitoral deve levar o governo a ser mais rigoroso nas decisões para não elevar ainda mais os índices. Exemplo de medida a ser tratada com cautela é o reajuste da gasolina esperado para este ano.
Na avaliação de assessores presidenciais, os índices de outubro e novembro serão “ruins” em comparação à expectativa inicial do governo, devido a pressões sobre preços de alimentos e repasse defasado da valorização do dólar nos últimos meses. Mas a expectativa é que dezembro traga dados melhores. Se o cenário se confirmar, o governo acredita ser possível fechar o ano com uma inflação igual ou levemente inferior à de 2012, cumprindo ao menos em parte a promessa do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Nesse quadro de preocupação, o governo terá de decidir quando e em quanto irá reajustar a gasolina e o diesel. O BC trabalha com um aumento de 5% na gasolina até dezembro. Dilma, porém, não deu a palavra final e, segundo assessores, ainda tem dúvidas sobre o melhor momento para o reajuste. Se ficar para o fim do ano, o impacto seria jogado para 2014.
Com problemas de caixa, a Petrobras pressiona por reajustes automáticos e, portanto, livres da autorização do governo federal, sócio controlador da companhia. Mas o Palácio do Planalto dificilmente aceitará um sistema que pese muito sobre a inflação, apurou a Folha. Para evitar um modelo assim, a Fazenda pediu mais estudos. A inflação alta tem sido uma das armas da oposição contra a gestão da presidente e será um dos temas explorados na campanha de 2014. Vem daí parte da cautela.
FONTE: Folha de São Paulo – SP









