A produção brasileira de pneus avançou 4% de janeiro a setembro deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, informou a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), na quarta-feira, 16. Foram fabricados nos primeiros nove meses do ano 51,3 milhões de pneus. Diante do crescimento, a associação espera recorde de produção em 2013, chegando a 68 milhões de pneumáticos até o fim do ano. Resultado mais próximo que este foi o de 2010, quando 67,3 milhões de pneus foram feitos.
A produção de pneus radias foi a que mais cresceu no período. Segundo a Anip, aumentou 4,7% de janeiro a setembro, enquanto a de pneus convencionais, apenas 2,4%. “Com isso os pneus radiais, que são mais modernos e mais seguros, já respondem por 70,8% da fabricação no País, mostrando que estamos acompanhando o que ocorre no mundo”, afirma Alberto Mayer, presidente da Anip.
O executivo tem realizado uma série de reuniões com autoridades governamentais a fim de ampliar a produção nacional nos próximos anos, de modo a acompanhar o crescimento previsto da fabricação de veículos pelo Inovar-Auto. Segundo ele, isso depende do aumento da competitividade com a redução do “Custo Brasil”.
“Um dos aspectos importante seria a manutenção do Reintegra, se possível com aumento da alíquota, pois a atual não repõe totalmente o resíduo tributário na exportação. Se conseguirmos um plano semelhante ao do setor automotivo podemos vir a ter novas fábricas além da que se instalou agora no Paraná ,gerando riqueza para o País e empregos”, declara Mayer.
A mudança da relação dólar-real ocorrida nos últimos meses, embora vista de maneira positiva pelo presidente da Anip, não resolve a questão da competitividade, que é mais ampla, e inclui questões como salários X produtividade, logística, tributação e burocracia, o chamado “Custo Brasil”. Além disso, Alberto Mayer ressalta que a nova realidade do mercado cambial traz um impacto negativo sobre o custo das matérias primas importadas, que representam cerca de 70% do total de insumos usados na produção.
FONTE: AUTOMOTIVE BUSINESS








