Estradas federais têm defeito um mês após a entrega, afirma TCU

Por Freelers

- março 4, 2013

Tribunal aponta que obras rodoviárias são de má qualidade

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Tribunal aponta que obras rodoviárias são de má qualidade

Após realizar uma auditoria sobre a qualidade da construção de rodovias federais administradas pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), o TCU (Tribunal de Contas da União) constatou que as obras em rodovias federais por todo o País são feitas com má qualidade e apresentam defeito até um mês depois de entregues pelas construtoras.

O órgão de controle analisou 11 obras entregues entre 2011 e 2012. Ao todo, 942 quilômetros de rodovias foram percorridos com aparelhos especiais para medir a resistência e a regularidade do asfalto. Das 11 vias pesquisadas, 10 apresentaram problemas como afundamentos, trincas, desgaste, deslocamento de pistas e buracos.

Em um caso específico, a BR-230 (Maranhão), os problemas de resistência do piso foram constatados um mês após a obra ter sido entregue. No trecho de 91 quilômetros analisado pelos técnicos, 35% tinham defeitos.

Em geral, as obras são contratadas para durar de cinco a sete anos, com garantia de qualidade assinada em contrato. Todas as vias pesquisadas foram entregues há menos de 13 meses.

No caso de outra estrada do Maranhão, a situação é ainda pior – cinco meses após a entrega. Nos 320 km analisados, 82% tinham defeitos de resistência e 13% problemas de regularidade. Na BR-116 (Ceará), 63% do pavimento estava com problemas de resistência seis meses após concluída.

“Esse fato [o curto espaço de tempo entre o fim da obra e a análise] reforça a tese de que os problemas constatados correram em decorrência da má qualidade dos serviços executados, e não do período de utilização da obra”, aponta o relatório do TCU.

Nas nove estradas em que o asfalto apresentou defeitos de resistência, 47% dele (408 km) tinha problemas. Caso tenham que ser refeitos, o prejuízo estimado pelos técnicos seria de R$ 158 milhões.

Além dos problemas de resistência, cinco estradas apresentaram problemas de regularidade do pavimento. Para os técnicos, esses dois problemas fazem reduzir a vida útil da estrada e causam prejuízo aos cofres públicos. Somente uma estrada não tinha problema, a BR-392 (Rio Grande do Sul).

Falta de testes – O TCU constatou que o Dnit não realiza testes necessários para verificar a qualidade dos projetos quando as construtoras entregam a obra. “Constata-se que é preciso uma atuação mais precisa do Dnit no recebimento das obras sob sua responsabilidade, de modo a evitar a aceitação de serviços com qualidade deficiente”, afirma o relator, ministro José Múcio Monteiro.

Monteiro deu prazo de 90 dias para o Dnit apresentar estudos que definam parâmetros mínimos para aceitar as obras. Esses parâmetros terão que contemplar testes de qualidade no pavimento.

O Dnit disse que, “quando receber oficialmente o acórdão, vai analisar todas as questões envolvidas e tomará as providências que se fizerem necessárias dentro do prazo determinado pelo TCU. Sem a análise detalhada da área técnica, o órgão não vai se pronunciar sobre o tema”.

Folha de S.Paulo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe nas redes sociais

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *