A FENABRAVE – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores recebeu com otimismo o anúncio feito ontem (19/12/2012) pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega, que prorroga os descontos de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos veículos leves até 30 de junho de 2013. A medida, porém, acontecerá de forma escalonada. Para caminhões, o governo definiu pela redução do IPI a zero de forma definitiva.
Para o presidente da Fenabrave, Flávio Meneghetti, a manutenção dos incentivos e o retorno gradual do imposto aos patamares originais deve beneficiar o setor de veículos em 2013. “Tradicionalmente, o primeiro trimestredo ano é mais fraco, pois o consumidor tem vários gastos adicionais nesta época, além do calendário de férias e feriados, que também influenciam, negativamente, nas vendas de veículos. Com essa medida de extensão dos benefícios, teremos menos impacto”, argumenta Meneghetti.
Em sua avaliação, os incentivos adotados em 2012 salvaram o ano de resultados negativos. “As medidas adotadas no final de maio foram determinantes para inverter uma curva negativa e terminarmos o ano com crescimento dos emplacamentos de automóveis e comerciais leves”, afirmou o presidente da Fenabrave.
Como Fica o IPI
Nas novas regras, o IPI de automóveis 1.0, que era de 7% no início de 2012 e passou a zero até 31 de dezembro, em 2013 passará a ser de 2% entre janeiro a março, subindo para 3,5% entre abril até junho.
Para automóveis com motorização acima de 1.0, o IPI normal aplicado nos modelos flex (bicombustível) era de 11%, foi para 5,5% em maio e agora subirá para 7% em janeiro/2013. Entre abril e junho, o IPI para estes modelos fica em 9% e, em julho, retorna aos 11%. Para carros com motorização 1.0 a 2.0 a gasolina, o imposto de 13%, que foi reduzido para 6,5%, será elevado para 8% até março de 2013, passando para 10% no segundo trimestre do ano.
Para os comerciais leves, a alíquota de IPI, que antes era de 8% e foi reduzida para 1% até 31 de dezembro, passará para 2% em janeiro, e para 3% em abril, voltando aos 8% em julho de 2013.
A Fenabrave também comemora a decisão do governo, que estipulou alíquota zero de IPI permanente para caminhões. “Este era um pleito da Fenabrave e de outras entidades, e que o governo atendeu”, comemora Alarico Assumpção Júnior, presidente executivo da Fenabrave e representante do setor de caminhões na entidade. Segundo o Ministro Mantega, por ser considerado um bem de capital, a alíquota do IPI para caminhões passou a zero, devendo, assim, estimular o investimento.
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