Entidades de caminhoneiros se reunirão esse fim de semana por agenda única

No próximo sábado, 18, deve haver um encontro entre entidades que representam caminhoneiros em Brasília. De acordo com informações do Estadão,

Por André Garcia

- setembro 17, 2021

Após a repercussão negativa em cima do valor de R$ 400 mensais como auxílio para caminhoneiros autônomios, o Governo Jair Bolsonaro,

No próximo sábado, 18, deve haver um encontro entre entidades que representam caminhoneiros em Brasília. De acordo com informações do Estadão, o objetivo do encontro nacional da categoria é trazer uma agenda única para a classe. Até por isso, a reunião foi intitulada de “Em busca da unificação das lutas e sobrevivência da categoria”. O debate será os próximos movimentos para transportadores rodoviários, incluindo autônomos e celetistas.

O encontro reunirá entidades que frequentemente divergem na convocação de paralisações, como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), que, com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), promovem o encontro.

Presidente do CNTRC, Plínio Dias, diz que a expectativa é reunir representantes e lideranças de mais de 13 Estados. No entanto, lideranças ligadas ao movimento intitulado caminhoneiros patriotas, que fizeram atos em prol do governo Bolsonaro e contra o Supremo Tribunal Federal (STF) no 7 de Setembro, não foram convidadas para o encontro. “Eles não falam em nome da categoria. Era só politicagem”, afirmou Dias.

Após a reunião, a agenda de comum acordo deve ser apresentada ao governo federal por meio do Ministério da Infraestrutura. “Primeiro vamos conversar e depois definir os rumos de como se alcançará cada um dos pontos da pauta”, apontou o diretor da CNTTL, Carlos Alberto Litti Dahmer.

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Entre as principais questões discutidas pelo setor estão cobrar promessas feitas à categoria, mas ainda não cumpridas, e inclusive algumas conquistas, como a tabela de frete, que, embora exista, não é seguida por algumas empresas e sua constitucionalidade ainda depende de decisão do STF.

“A ideia é traçar uma pauta única dos autônomos, organizada em conjunto. Vemos que há necessidade dessa união e a cada dia que passa surgem pessoas usando o nome da categoria em interesse próprio”, disse o presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão.

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A possibilidade de a categoria fazer greve nacional não é descartada. No entanto, não é citada como assunto de primeira ordem pelos representantes.

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