Sem clima para grandes lançamentos, a Volvo apresentou a linha 2021 dos caminhões VM e FH, incorporando melhorias cosméticas para movimentar o mercado. Ou então, como disfarce para o anunciado reajuste de preços em seus produtos, sob a justificativa do aumento dos custos. Enquanto a nova linha VM terá um acréscimo de 8%, os modelos FH vão custar 12% a mais em relação à tabela anterior.
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As novidades contemplam uma nova versão semipesada da linha VM batizado de City, para atender o mercado de distribuição urbana. O veículo é uma variação do modelo análogo presente no portfólio da marca, o VM 4x2R equipado com motor de 270 cv, cabine curta e eixo traseiro de dupla velocidade. A diferença é o câmbio manual de série, sem opção do I-Shift automático, além de apenas duas medidas de entreeixo ao invés de cinco: com 3.650mm e 5.150mm.
“Há uma enorme gama de aplicações para o VM City”, explica argumenta Jeseniel Valério, gerente de engenharia de vendas de caminhões Volvo. “São operações em que o motorista roda em vários trechos curtos durante o dia e não precisa dormir no veículo. Por isso, essa versão tem a cabine curta e o ar condicionado é opcional”, completa.
Outro destaque do anúncio é a oferta de entre-eixos de 3.500mm de série, em toda linha FH nas versões 4×2 e 6×2. Junto com novos defletores laterais de ar, que melhoram a aerodinâmica do veículo. Acrescente-se a isso, a extensão dos recursos de segurança ativa para todas as versões de acabamento intermediário dos Volvo FH modelo 2021, que antes estavam restritos às versões topo de linha. A lista inclui ítens como as luzes de frenagem de emergência, sensor crepuscular, sensor de chuva e as “três marias”.
Segundo Alcides Cavalcanti, diretor comercial de caminhões da Volvo, apesar da conjuntura adversa, a marca conseguiu ampliar ainda mais a sua participação de mercado em 2020, que saltou para 33% no segmento de pesados. A montadora emplacou um total de 5.518 caminhões de janeiro à maio desse ano, o que representa uma quebra de apenas 5,1%, ante o restante da indústria que caiu 26%, em consequência da retração dos negócios, por causa da pandemia do coronavírus.
