Com a evolução da impressão 3D (tridimensional), o setor de tecnologia da informação da Renault se transformou em fornecedor de componentes para a engenharia de desenvolvimento e manufatura da fábrica de São José dos Pinhais-PR.
Em maio de 2015 o departamento de TI colocou em funcionamento a primeira impressora de plástico PLA. Desde então, o “Bureau de Impressão 3D” vem recebendo cada vez mais pedidos internos de novas peças, para uso em protótipos ou em equipamentos da produção.
Já são três impressoras em operação que já prototiparam mais de 100 itens, uma nova máquina chega em breve e a compra da quinta está em estudo.
Hoje 80% das peças impressas no birô 3D da Renault são protótipos de plástico PLA, que servem para testar em tamanho real formas e espaços ocupados por componentes em projetos de veículos. “Antes isso era feito por fornecedores externos e o processo todo podia levar mais de 60 dias, entre cotação, autorização de compra e tempo de execução. Agora, sem burocracia, podemos prototipar um componente em apenas 48 horas, por um custo cerca de 75% menor”, explica Angelo Figaro Egido, diretor de TI da Aliança Renault-Nissan América Latina.
Ele também destaca a economia com ferramentais que custam em torno de R$ 200 mil: “Com gasto muito menor é possível fazer várias tentativas na impressora 3D até acertar as medidas, isso evita o desperdício de tempo e dinheiro com um ferramental fora de medida que precisa ser refeito.”
Peças para manufatura
A meta agora é aumentar para além dos 20% atuais o uso das impressoras 3D para fazer peças empregadas no maquinário de produção. “Fizemos um mapeamento das 59 mil peças em estoque para reposição na manufatura. Cerca de 200 poderiam ser impressas em 3D, mas escolhemos as 39 mais viáveis em custo por unidade acima de R$ 11 e uso máximo de até 200 unidades por ano. São itens que normalmente são mais caros por causa da falta de escala de produção”, conta Egido.
Fonte: Automotive Business
