Mas neste ano alguns acontecimentos podem levar a um crescimento menor. Dentre alguns fatores, a Tendências Consultoria prevê uma queda na rendas das famílias, além de um novo recuo esperado nas venda de veículos em 2015.
O governo também tem mantido, desde o fim do ano passado, os combustíveis no mercado doméstico com valores superiores aos praticados no exterior, pela primeira vez em cerca de quatro anos.
Outro fator que deixou a gasolina e o diesel mais caros é a volta da cobrança da Cide pelo governo neste ano, para elevar a arrecadação.
Por decreto, o governo começou a tributar a gasolina em 0,22 real e o diesel em 0,15 real por litro a partir de 1º de fevereiro via PIS/Cofins. A partir do início de maio, esses valores por litro serão divididos entre o PIS/Cofins e a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).
O diesel, combustível que responde pela maior parte das vendas no Brasil, apresentou queda no consumo de 3,8% no primeiro bimestre, ante o mesmo período de 2014.
Outro efeito dos impostos adicionais é a migração do consumo de gasolina para o etanol hidratado, que está mais competitivo frente ao combustível fóssil em alguns Estados.
No primeiro bimestre, o consumo de hidratado cresceu 14,9% ante o mesmo período do ano passado. A alta permanece em março.
As vendas de hidratado pelas usinas produtoras da região centro-sul do Brasil atingiram patamar recorde na primeira quinzena deste mês, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).
Esse crescimento contribuiu com o aumento do consumo de combustíveis por motores Ciclo Otto, abastecidos por gasolina e etanol. Em gasolina equivalente, o consumo de motores Ciclo Otto teve alta de 2% no primeiro bimestre.
O Sindicom não divulgou dados sobre o consumo de gasolina, separadamente.
Fonte: Reuters