Codesp limita acesso ao porto de navios com grandes calados

Por Freelers

- outubro 30, 2014

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) suspendeu a regra que permitia aumentar em até um metro o calado das embarcações na atracação do navio durante a maré alta. A administradora do porto acatou sugestão da Marinha para evitar que navios toquem o fundo do estuário. Na maré baixa, permanece a regra atual de folga de pelo menos 30 centímetros entre o navio e o fundo. O objetivo é manter a embarcação flutuante sempre.

Antes, se o calado operacional de um navio na maré baixa era de 13,20 metros, por exemplo, ele podia receber cargas que aumentassem o calado até 14,20 metros para sair na maré cheia – quando o nível da água aumenta em um metro ou mais. Mas esse critério praticamente zerava a folga entre o casco do navio e o leito do estuário, dependendo do caso.

Agora, o calado máximo permitido na maré cheia é igual à profundidade mínima do berço. Por exemplo, se a profundidade for de 13 metros o calado operacional na maré cheia pode ser de até 13 metros. A ideia é aproveitar a subida do nível da água para ter uma margem de segurança, evitando que o navio “toque” o fundo.

A nova regra deve impactar especialmente os terminais cujos berços são mais antigos, menos profundos e operam navios com grandes calados – situação de algumas instalações que movimentam grãos. A maior parte dos terminais de contêineres é mais nova e a profundidade do berço é maior.

“Toda vez que tem redução do calado obviamente há perdas”, diz José Roque, diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo. Cada centímetro que se deixa de carregar em um navio de contêiner representa de 7 a 8 contêineres a menos. Em um graneleiro, um centímetro a menos corresponde à perda de carregamento de 100 toneladas.

Fonte: Valor Econômico

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