Banco Mercedes-Benz capta R$ 200 mi

Por Freelers

- dezembro 11, 2012

Captação de R$ 200 milhões por meio de uma emissão de letras financeiras

O Banco Mercedes-Benz fechou uma captação de R$ 200 milhões por meio de uma emissão de letras financeiras – títulos de dívida com características semelhantes a debêntures de empresas. Os papéis, que possuem prazo de 26 meses, pagarão remuneração de 107,6% da taxa do depósito interfinanceiro (DI), abaixo do teto proposto pela instituição, que era de 109% do DI – um sinal de que a demanda dos investidores foi boa.

Com ativos totais de R$ 9,6 bilhões e patrimônio líquido de R$ 1,25 bilhão em junho de 2012, o Banco Mercedes-Benz registrou lucro líquido de R$ 36,3 milhões no primeiro semestre deste ano, de acordo com dados do último balanço disponível. A instituição atua no financiamento de veículos comerciais (caminhões e vans) e automóveis da marca.

Os bancos ligados a montadoras ampliaram o crédito para a compra de veículos neste ano diante da retração dos bancos comerciais, que ficaram mais seletivos na concessão de financiamentos em razão do aumento da inadimplência. Para fazer frente ao aumento da demanda por empréstimos, tiveram de ampliar as fontes de captação.

Além do Mercedes, os bancos PSA (Peugeot e Citroën), Volkswagen e RCI, financeira do grupo Renault-Nissan, realizaram emissões públicas de letras financeiras neste ano.

O Banco Mercedes foi o primeiro a realizar uma captação pública de letras após a flexibilização das regras de emissão pelo Banco Central. O regulador permitiu que o valor unitário mínimo dos papéis fosse reduzido de R$ 300 mil para R$ 150 mil. No caso do Banco Mercedes, o valor de cada letra foi definido em R$ 200 mil.

A emissão foi realizada conforme a Instrução nº 476 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que dispensa o registro prévio na autarquia, desde que a operação tenha a participação de, no máximo, 20 investidores. Os bancos HSBC e Itaú BBA coordenaram a operação, que recebeu classificação de risco “AAA” em escala nacional da agência Fitch.

Valor Econômico

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