A MAN entregou os dois primeiros caminhões elétricos do modelo eTGX

Por Victor Fagarassi

- dezembro 8, 2025

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Os veículos, que serão usados para operações logísticas do Gruppo Sanpellegrino (fabricante de água), integram um acordo que prevê a adição de até 50 unidades à frota da Koinè, posicionando a empresa “na liderança do setor em termos de impacto ambiental, com o suporte das tecnologias mais eficientes e confiáveis disponíveis“, conforme afirmado pela MAN.

Em evento realizado em Verona, na sede da MAN Truck & Bus Itália, os dois primeiros eTGX foram oficialmente repassados ao grupo logístico de Bergamo. Eles fazem parte do plano que pode elevar para 50 o número de caminhões elétricos na frota da Koinè.

Em detalhes, os dois caminhões elétricos inaugurais estão equipados com um motor MAN eCD400 de 544 cv e torque de 1.250 Nm, além de seis baterias com capacidade total de 534 kWh. Inicialmente, serão utilizados nas rotas entre as fábricas da Sanpellegrino e os centros de distribuição nas cidades de Madone e Levate, percorrendo cerca de 250.000 km anualmente. As rotas foram planejadas para otimizar os tempos de recarga e aproveitar ao máximo a autonomia das baterias.

O projeto também contou com o suporte da MOON POWER Itália, marca do Grupo Volkswagen dedicada a soluções de recarga para empresas, que forneceu consultoria energética em parceria com a MAN Transport Solutions.

“Temos orgulho de apoiar a Koinè nesta trajetória. A entrega dos dois primeiros MAN eTGX reforça a confiança em nossa marca e em nossa visão de transporte com zero emissões. É um sinal relevante para o setor: a transição para a mobilidade sustentável é viável e já está em curso na Itália. Para acelerar essa mudança, são necessárias políticas claras, consultoria eficiente e empreendedores com visão de futuro, em um esforço contínuo e colaborativo para tornar a logística mais verde e competitiva”, declarou Marc Martinez, Diretor Geral da MAN Itália.

“Após anos investindo em tecnologias avançadas para veículos a combustão, como o HVO, é hora de iniciar um novo capítulo na transição energética do nosso setor. Atualmente, muitos clientes buscam eletrificar uma ou duas rotas sem um planejamento de médio ou longo prazo”, complementou Paolo Toccafondi, diretor-geral e acionista da Koinè SpA.

“As razões incluem incentivos governamentais limitados, a infraestrutura pública de recarga ainda insuficiente e questões sobre a autonomia dos veículos. A Koinè optou por seguir seu próprio caminho: investir no desenvolvimento de um sistema de autoprodução de energia com impacto zero, por meio da construção do novo centro logístico em Levate, que terá capacidade de gerar até 5 MW. Só então envolveremos nossos clientes. Nossa meta é eletrificar até um terço da frota nos próximos três anos.”

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