A Stellantis decidiu abandonar seus projetos ligados a tecnologia de hidrogênio no Reino Unido. Segundo Fedele Ragusa (foto), diretor sênior de produtos da Stellantis, a falta de apoio governamental em infraestrutura e incentivos fiscais motivou a mudança de rumo. “Não é o momento certo para promover o hidrogênio. Não há investimento em incentivos e infraestrutura, então não estamos promovendo isso comercialmente”. Esclareceu o diretor.
A empresa mantinha diversas iniciativas em desenvolvimento na área de propulsão a hidrogênio, algumas delas apresentadas em grandes eventos do setor automotivo nos últimos anos. A mudança faz parte de uma revisão mais ampla da estratégia global de descarbonização, que agora se afastou da meta de atingir 100% de emissão zero até 2030, introduzida pelo ex-CEO Carlos Tavares. Em vez disso, a Stellantis está se concentrando em uma estratégia multienergética que reúne motores totalmente elétricos e de combustão interna, além de “algo no meio”, de acordo com Ragusa. “Ainda não estamos prontos, mas é uma mudança em relação ao passado”, disse Ragusa. “Achamos que a hibridização é uma boa opção. No caso dos veículos elétricos a bateria (BEV), temos uma combinação de prioridades: eficiência da célula, leveza e densidade energética são prioridades. O carregamento rápido é importante, mas não é como os carros, porque as vans voltam ao composto.”
Ainda em maio de 2024, o grupo havia anunciado planos ambiciosos de “fabricar 100 mil veículos movidos a hidrogênio até 2030”. No entanto, a retirada do Reino Unido desse segmento indica uma revisão nas prioridades da montadora no cenário internacional.
