Nova diretoria da Anfavea toma posse, com planos de reativar o setor

Por José Augusto Ferraz

- maio 2, 2022

A Anfavea, associação que completa 65 anos de existência e reúne os fabricantes de veículos automotores, já tem novo presidente para o biênio 2022-2225. O escolhido é o executivo Márcio de Lima Leite, da Stellantis (antiga Fiat/FCA), onde também ocupa o cargo de Vice-Presidente de Assuntos Jurídicos, Tributários e de Relações Institucionais. A vice-presidência da entidade foi entregue a Marina Willisch, da General Motors, a primeira mulher a exercer essa função.

Márcio Lima (foto) sucede a Luiz Carlos Moraes, que presidiu a Anfavea de 2019 até agora. E cujo mandato foi marcado por um período de sérias dificuldades para o setor, incluindo a pandemia da Covid-19 e falta de componentes devido ao desarranjo das cadeias mundiais de abastecimento.

Duas posses

A cerimônia de posse da nova diretoria foi dividida em duas solenidades. A primeira realizada no dia de hoje (2/maio), exclusiva para a Imprensa. E a outra nessa terça-feira (3/maio) em Brasília, voltada para a classe política e empresarial.

Mineiro de Belo Horizonte, Márcio de Lima Leite é advogado e contador. Tem mais de 24 anos de atuação profissional no setor e vivência por quase uma década nas consultorias KPMG e Deloitte, antes de ingressar na Fiat. É mestre em Direito Empresarial e pós-graduado em Gestão Estratégica, com especialização em Finanças. Atualmente é professor convidado de pós-graduação da PUC-MG. Já foi professor da UFMG e da Fundação Dom Cabral.

Planos da gestão

Márcio Lima destacou em seu discurso a grande capacidade instalada do Brasil para a produção de veículos automotores, estimada em 4,5 milhões de unidades. Além do vasto ecossistema da cadeia de fornecedores, da ordem de 98 mil empresas e que gera mais de 1,2 milhão de empregos diretos. Ele admite que o setor opera com ociosidade em torno de 50%. por conta das adversidades conjunturais dos últimos dois anos. “Por isso, em nossa gestão, vamos dar foco na retomada desse importante setor industrial, através do diálogo com todas as esferas do poder público e privado, além de toda a sociedade”.

Em complemento, a entidade pretende investir na aprovação do programa de renovação da frota de caminhões, no uso mais intensivo do etanol como parte da política de descarbonização, bem como no aumento das exportações, da reforma tributária e nos investimentos públicos, entre outras iniciativas. O dirigente aposta na volta à normalidade e, ainda, na redução das taxas de juros para tornar a compra de automóveis mais atrativa para as classes de menor renda.

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